O Centro de Radioterapia do Amapá atinge marcas expressivas no atendimento aos pacientes oncológicos do estado. Dados consolidados até esta sexta-feira, 28, registram 321 consultas de primeira vez, 249 simulações realizadas (etapa inicial que prepara o corpo do paciente para realizar o tratamento de forma exata, sem atingir demais órgãos desnecessariamente) e 170 pacientes que concluíram com êxito o tratamento de radioterapia, recebendo alta médica da unidade.
Atualmente, 29 pacientes seguem em tratamento ativo e outros 16 estão com agendamento confirmado para a etapa de simulação. No balanço geral das avaliações médicas, foram registradas 15 consultas sem indicação para radioterapia, 5 desistências e 37 óbitos ao longo do período de acompanhamento.
Inaugurado pelo Governo do Estado em dezembro de 2025, o centro transformou a rede pública de saúde ao oferecer estrutura moderna e alta tecnologia em solo amapaense. A recente incorporação da braquiterapia, modalidade de radioterapia interna que aplica a radiação diretamente na área afetada pelo tumor, fortaleceu ainda mais a assistência especializada, garantindo um tratamento assertivo, seguro e humanizado sem a necessidade de deslocamentos para fora do estado.
Assistência de qualidade e acolhimento perto de casa
Para o secretário de Estado da Saúde do Amapá (Sesa), Rinaldo Martins, a consolidação dos serviços reflete o avanço de uma política pública focada em descentralizar o acesso aos procedimentos de alta complexidade.
"Acompanhamos de perto o funcionamento da unidade e observamos os impactos positivos que ela gera na vida das pessoas. A determinação do Governo do Estado sempre foi garantir que os pacientes pudessem realizar seus tratamentos perto de casa, com dignidade, acolhimento e qualidade. A braquiterapia é mais uma conquista que fortalece a assistência oncológica e reduz a necessidade de deslocamentos para outros centros urbanos fora do Amapá", destacou Rinaldo.
A diretora administrativa do Centro de Radioterapia, Rafaela Oliveira, reforça que o acompanhamento diário traduz a transformação na rotina das famílias amapaenses.
Rafaela Oliveira, administradora da Radioterapia
"Por trás de cada dado existe uma pessoa, uma família e a esperança de vencer o câncer. Ao longo desse período, acompanhamos os pacientes de forma muito próxima para oferecer um atendimento seguro e humanizado. Esses números representam o acesso ao tratamento mais perto de casa, evitando que tantas pessoas precisem sair do estado. Para toda a nossa equipe, cada alta concedida é uma conquista coletiva", ressaltou a gestora.
O médico radio-oncologista do centro, Anderson Cambraia Cardoso, enfatiza que o avanço dos tratamentos traz resultados concretos para o bem-estar dos pacientes.
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"Comemoramos a marca de 170 altas. Isso significa que 170 pessoas passaram por todas as etapas, consultas, tomografia de simulação, planejamento e execução do tratamento, e concluíram essa fase com sucesso. Os pacientes demonstram grande satisfação por realizarem o cuidado perto da família. Para toda a equipe, é gratificante ver o efeito prático do serviço na qualidade de vida e na recuperação de cada um deles", afirmou o médico.
A emoção da alta médica
Mais do que estatísticas, o impacto da unidade é sentido na rotina de quem passa pelas salas de atendimento. A conclusão do tratamento é marcada pelo badalar do "sino da vitória", um gesto simbólico que celebra o encerramento das sessões e o início de uma nova fase.
Paciente professora Arilene Quintela Coutinho, moradora da zona rural do município de Afuá
Para a professora Arilene Quintela Coutinho, moradora da zona rural do município de Afuá que enfrentou o câncer de mama, a permanência no estado durante o tratamento foi determinante na sua recuperação.
"No começo tive medo, mas nunca perdi a esperança. Fazer o tratamento perto da minha família fez toda a diferença no meu processo de cura. Sou muito grata a toda a equipe", afirmou Arilene.
A unidade também segue garantindo assistência continuada a pacientes com diagnósticos diversos e casos de reaparecimento de neoplasias, reafirmando o compromisso do Governo do Estado em descentralizar o acesso à saúde pública de alta complexidade no Amapá.
