A influenciadora brasileira Suellen Carey decidiu testar durante sete dias o chamado “menu de dopamina” depois de perceber que, em alguns dias, chegava a passar entre 12 e 13 horas conectada entre celular e computador. A tendência propõe criar um “cardápio” pessoal de atividades prazerosas para recorrer justamente nos momentos em que abrir uma rede social ou continuar rolando a tela acontece quase sem perceber.
A decisão começou quando Suellen tentou separar o período em que realmente precisava permanecer online daquele em que continuava conectada apenas por hábito. Como trabalha com internet, abandonar as redes nunca foi o objetivo. Foi então que montou o próprio menu, com opções como tomar café longe do celular, ouvir música sem acompanhar notificações, caminhar, pedalar, cozinhar e conversar com alguém sem olhar as redes ao mesmo tempo. “Quando conheci a ideia, percebi que era muito mais simples do que o nome parece. Para mim, virou uma lista de coisas que gosto e que posso escolher quando noto que estou abrindo o Instagram pela décima vez sem nem saber por quê”, conta.
Durante a experiência, Suellen manteve normalmente as plataformas necessárias para o trabalho, mas passou a prestar atenção no motivo de cada acesso. A proposta não era ficar offline, e sim interromper o gesto automático. Sempre que percebia que havia pegado o aparelho apenas por tédio ou impulso, escolhia uma das atividades do cardápio e tentava permanecer nela antes de voltar às notificações.
Ao fim dos sete dias, Suellen decidiu manter algumas dessas escolhas na rotina. “Eu não quero demonizar o celular porque minha vida e meu trabalho também estão ali. Quero voltar a decidir quando vou usar, em vez de perceber horas depois que fiquei presa na tela. Se consigo tomar um café, caminhar, ouvir uma música ou conversar com alguém sem sentir que preciso olhar uma notificação a cada minuto, já percebo uma diferença”, conclui.
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Créditos: @suellencarey.uk | Carlos Moura | CO ASSESSORIA
