Governo do Amapá promove 'Encontro com a Família' em unidades da Fundação Socioeducativa
- José Maria da Silva
- 02/05/2026
- CRIANÇA E ADOLESCENTE
O objetivo é fortalecer os vínculos familiares e focar na reestruturação social dos jovens em medida socioeducativa.
O Governo do Estado promove o "Encontro com a Família" em unidades da Fundação Socioeducativa do Amapá (FSA). Realizado mensalmente, o evento constitui um espaço de diálogo para familiares de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, com o intuito de fortalecer a participação da família como pilar indispensável no processo de ressocialização.
"O Estado tem investido na aplicação de atividades educacionais e profissionais, com cursos em diversas áreas focados no aprendizado e na profissionalização. O objetivo é que, após o período de internação, esses jovens tenham condições de seguir a vida colocando em prática as habilidades adquiridas", enfatiza Carlos Corrêa, gerente do Centro de Medida Socioeducativa de Internação Masculina (Cesein).
A programação conta com o apoio de psicólogos e assistentes sociais. Entre as atividades, destacam-se palestras sobre o papel da família no acompanhamento dos jovens, exibição de filmes educativos, momentos de musicalização e a exposição de quadros pintados pelos próprios internos.
"Promovemos este evento para unir as famílias. Há casos de parentes que residem em outros municípios e a Fundação viabiliza o deslocamento para garantir que eles tenham a oportunidade de estar próximos aos jovens", pontuou o diretor-presidente da FSA, Alysson Souza.
Cidadania e Direitos
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A edição deste mês contou com a participação do juiz substituto do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), Galliano Cei. O magistrado proferiu palestra sobre o direito ao voto e a importância da participação democrática.
"Estamos aqui para incentivar a participação consciente. É fundamental orientar os jovens sobre o primeiro título e alertar que o prazo final para regularização da situação eleitoral encerra em 8 de maio", destacou o magistrado.
Segundo o juiz, o Tribunal implementará cursos de cidadania por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE), a exemplo do que já ocorre em outros órgãos. O foco é orientar sobre o processo eleitoral e promover a reintegração dos adolescentes à sociedade.
