A Polícia Civil do Amapá cumpriu, na quarta-feira, 28, mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra uma mulher suspeita de exercer ilegalmente a medicina em uma clínica de estética no bairro Paraíso, em Santana. A ação foi realizada pela 1ª Delegacia de Polícia de Santana, após investigações apontarem a realização de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos invasivos sem habilitação profissional e sem registro em conselho de classe.
Durante a busca, os policiais constataram condições de insalubridade na clínica, que funcionava como extensão da residência da suspeita. O estabelecimento não possuía alvará da Prefeitura nem licença da Vigilância Sanitária. Foram encontradas baratas nos ambientes de atendimento e medicamentos armazenados junto a produtos destinados ao combate de insetos.
No local, foram apreendidos instrumentos cirúrgicos, toxina botulínica, canetas emagrecedoras sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), hormônios, insulina, somatropina (GH), substâncias para preenchimento e outros medicamentos controlados.
Segundo a Polícia Civil, há cinco inquéritos policiais relacionados à atuação da suspeita. No caso que fundamentou o pedido de prisão, uma paciente pagou mais de R$ 14 mil por procedimentos de lipoenxertia e aplicação de fios de sustentação. Após os procedimentos, a paciente apresentou infecção bacteriana grave, flegmão, abscesso e deformidade facial permanente.
De acordo com o delegado Anderson Ramos, a suspeita também responde a outros quatro inquéritos na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Santana, pelos crimes de tentativa de homicídio, lesão corporal grave com deformidade permanente, exercício ilegal da medicina e estelionato. Ela possui ainda condenação definitiva a cinco anos, sete meses e dois dias de prisão, em regime semiaberto, pelos mesmos crimes, conforme informou o delegado.
A mulher responderá por lesão corporal gravíssima, exercício ilegal da medicina com finalidade lucrativa, estelionato e crime contra as relações de consumo, além de possíveis crimes relacionados a medicamentos ilegais. Após passar por exame de corpo de delito, ela foi encaminhada ao sistema prisional.
