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DIVERSIDADE

Orla de Macapá vira palco de cores, luta e celebração na 26ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+

Evento reuniu milhares de pessoas no domingo, 26, em um dos maiores atos de diversidade, visibilidade e resistência do Amapá.

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Sanderson Dias 27/07/2026 às 00:00
Orla de Macapá vira palco de cores, luta e celebração na 26ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+
Fotos: Sal Lima

A orla de Macapá ganhou ainda mais vida no domingo, 26. Entre bandeiras, música, brilho e muita representatividade, a 26ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ tomou conta da capital em um grande encontro de celebração, resistência e afirmação de direitos.

Mais do que um evento, a parada já se consolidou como um dos momentos mais simbólicos do calendário cultural do Amapá. É quando milhares de pessoas ocupam as ruas para celebrar quem são, dar visibilidade às suas histórias e reforçar uma pauta que segue urgente: o respeito à diversidade e a garantia de direitos.

Com o tema "Resistência é nosso forte, vote contra nossa morte! Elas vivas!", a edição deste ano levou uma mensagem direta e necessária. A proposta foi transformar a celebração em um espaço de mobilização, chamando atenção para a luta por direitos e para a proteção da população LGBTQIAPN+, especialmente das mulheres.

Sereia Caranguejo chama atenção para a resistência e a necessidade de seguir ocupando espaços com orgulho e identidade

Para Sereia Caranguejo, da coordenação de Comunicação da Parada, o tema dialoga diretamente com o momento atual.

"Esse tema foi pensado em um ano de eleição, justamente para reforçar a importância das políticas públicas para a população LGBT. 'Elas vivas' traz o protagonismo feminino e chama atenção para as violências que essas mulheres enfrentam, como o feminicídio, o transfeminicídio e o lesbocídio. A gente quer pautar isso para melhorar as condições e garantir políticas efetivas no dia a dia", destacou.

Por trás de toda a estrutura, há uma construção coletiva. A parada é resultado do trabalho de movimentos sociais, coletivos e organizações que, ao longo dos anos, mantêm viva a agenda de inclusão, cidadania e combate à discriminação. Além da mobilização, a organização também promoveu ações de cuidado com o público, como a distribuição de preservativos e a instalação de pontos de hidratação em diferentes trechos da orla, reforçando a importância da prevenção e do bem-estar dos participantes.

Na prática, o que se viu foi uma mistura potente de pessoas de diferentes idades, trajetórias e histórias, unidas pelo desejo de existir com liberdade. A expectativa de grande mobilização se confirmou, ocupando a orla com cor, música e significado.

Caravanas de diversos municípios também marcaram presença, entre eles Tartarugalzinho, Laranjal do Jari e Oiapoque, além de representantes de povos indígenas e de outras comunidades, reforçando o caráter plural e abrangente do evento.

"O Governo do Estado não só apoia, mas fomenta essa grande ação da sociedade civil em uma pauta tão necessária. As políticas públicas precisam alcançar todos os grupos que historicamente sofrem preconceito e necessitam de visibilidade. A parada também reforça o compromisso de garantir acesso à saúde, à educação, ao emprego, à cultura e ao desenvolvimento para a população LGBTQIA+", garantiu.

Entre apresentações culturais, música e manifestações, a parada reafirmou seu papel como espaço de expressão, pertencimento e identidade, onde cultura, luta e celebração caminham lado a lado.

Para Simone Jesus, uma das coordenadoras do evento, a realização da 26ª edição é resultado de meses de planejamento coletivo.

"Foi muito trabalho. Há cerca de três meses estamos construindo tudo isso. Elaboramos o projeto desde o início, porque a Parada é a culminância de um trabalho que já vem sendo desenvolvido há bastante tempo", explicou.

Com apoio do Governo do Amapá, o evento reforça a parceria entre o poder público e a sociedade civil na promoção de políticas de inclusão, cidadania e respeito à diversidade ao longo de todo o ano.

Encerrando a programação em grande estilo, o público acompanhou o show nacional da DJ Bárbara Labres, que levou ainda mais energia à celebração.

A cada edição, a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ reafirma seu papel nas ruas e na sociedade: dar visibilidade, fortalecer vozes e lembrar que a diversidade não é exceção, mas parte da identidade e da riqueza cultural do Amapá.

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