Com as altas temperaturas e o tempo seco, manter a hidratação e adotar medidas de proteção contra o calor são cuidados essenciais para preservar a saúde. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte, o médico Raul José Dias, alerta para os riscos da exposição prolongada ao sol e reforça a importância de reconhecer os primeiros sinais de desidratação, especialmente em crianças e idosos.
Entre os sintomas que merecem atenção estão boca e língua secas, pele ressecada, dor de cabeça, tontura, fraqueza e indisposição. O calor também pode agravar problemas respiratórios e favorecer quadros de vômito e diarreia, que aumentam a perda de líquidos pelo organismo.
Segundo o médico, que atua há 12 anos na UPA Zona Norte, crianças e idosos exigem atenção redobrada, pois podem apresentar sinais de desidratação com maior facilidade.
“É muito importante evitar a exposição ao sol, principalmente nos horários de maior intensidade, manter a hidratação e procurar uma unidade de saúde quando surgirem os primeiros sintomas”, orienta Raul.
O médico recomenda priorizar ambientes frescos e ventilados, fazer pausas durante atividades ao ar livre e levar sempre uma garrafa de água. Quando não for possível evitar a exposição, o uso de roupas adequadas, chapéu, sombrinha e protetor solar também ajuda na proteção.
O profissional destaca que alguns sinais indicam maior gravidade e exigem atendimento imediato, como confusão mental, convulsões e perda de consciência. Esses sintomas podem estar relacionados a alterações importantes no organismo provocadas pelo calor e pela perda excessiva de líquidos e sais minerais.
Nesses casos, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, e não oferecer líquidos a uma pessoa inconsciente ou com dificuldade para engolir.
A hidratação deve ser mantida ao longo do dia, sem esperar a sensação de sede, principalmente durante períodos de calor intenso. Pessoas que trabalham sob o sol precisam, sempre que possível, fazer pausas em locais sombreados e arejados. Já quem tem restrição de ingestão de líquidos por orientação médica deve seguir a recomendação individual do profissional de saúde, sem aumentar o consumo por conta própria.
Raul reforça que a população deve buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes ou de sinais de agravamento, sem esperar que o quadro se torne crítico. “Temos uma equipe multidisciplinar preparada para atender a população. É importante procurar a unidade de saúde o mais rápido possível para identificar a causa dos sintomas e iniciar o tratamento adequado”, finaliza o médico.
