No Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado nesta quinta-feira (17), o Governo do Amapá destaca as diretrizes adotadas no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) para garantir uma assistência qualificada e livre de riscos. Coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), as ações seguem seis metas universais estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, adaptadas à realidade infantil.
A Meta 1 foca na identificação do paciente, realizada na admissão com pulseiras contendo três marcadores: nome completo da criança, data de nascimento e nome da mãe. A Meta 2 garante a comunicação efetiva entre equipes e familiares, com registros claros em prontuário. A Meta 3, voltada à segurança na administração de medicamentos, exige dupla checagem no fluxo entre médicos, farmácia e enfermagem para o cálculo exato de dosagens por peso.
A enfermeira e gerente do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do HCA, Kátia Cilene Rabelo, explica que o cumprimento dessas etapas previne falhas e assegura o cuidado individualizado.
"Atuamos da recepção ao preparo de remédios pela enfermagem, que exige atenção extrema. Não apenas os profissionais são capacitados, mas os pais também são instruídos a confirmar os dados do filho a cada procedimento", ressalta a gerente.
O protocolo abrange ainda a Meta 4, de prevenção de infecções, com foco na higienização das mãos, e a Meta 5, de cirurgia segura, que aplica checklists antes, durante e após os procedimentos na unidade.
Por fim, a Meta 6 reúne a prevenção de quedas e de lesões por pressão, incluindo a mudança de posição de pacientes acamados a cada duas horas e a atenção constante às grades dos leitos. A conscientização sobre esses riscos foi reforçada no último dia 9, quando o HCA promoveu uma ação especial com as famílias para apresentar o protocolo da unidade.
Segundo Kátia Cilene, aspectos culturais da região Amazônica exigem orientação contínua sobre o uso das grades e o manejo das crianças no colo. "Na nossa região, a cama muitas vezes não faz parte da rotina da família em casa. No hospital, o leito exige cuidados específicos, como manter as grades erguidas. A segurança do paciente é construída em cadeia; envolve profissionais, o Estado e a mudança de comportamento para fortalecer essa cultura de proteção", pontua Kátia.
