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Expofeira 2026

Expofeira 2026 mostra como manejo da floresta pode gerar renda e empregos no Amapá

Manejo florestal apresentado na feira envolve 172 mil hectares no Maracá e recursos destinados às famílias e projetos sociais.

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Sharlot Sandim - Fotos: Lucas Mota/Cleiton Souza/GEA 15/08/2026 às 00:00
Expofeira 2026 mostra como manejo da floresta pode gerar renda e empregos no Amapá
Fotos: Lucas Mota/Cleiton Souza/GEA


Da floresta para a comunidade. A renda gerada pelo manejo florestal pode financiar ações de educação, cultura, assistência social e ainda movimentar a geração de empregos nos territórios onde a atividade é desenvolvida. Esse modelo de aproveitamento econômico dos recursos naturais foi apresentado ao público nesta sexta-feira, 14, durante a Expofeira 2026, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá.

Um dos exemplos vem do Assentamento Maracá. A Associação dos Trabalhadores Extrativistas do Maracá (ATEXMA) administra um plano de manejo florestal que abrange mais de 172 mil hectares. Parte dos recursos provenientes da atividade retorna para as famílias e é destinada a iniciativas coletivas dentro da própria comunidade.

O presidente da ATEXMA, Rogério Flecha, explica que o projeto criou uma dinâmica econômica que permite transformar a exploração planejada da madeira em benefícios para os moradores.

“Temos mais de 172 mil hectares e esse projeto foi muito importante para a região do Maracá. A gente distribui o dinheiro da madeira por meio de uma bolsa florestal para beneficiar as famílias”, explicou.

O modelo adotado pela associação também prevê a divisão de recursos para diferentes necessidades da comunidade. Foram criados fundos específicos para educação, cultura, área social e situações emergenciais.

“Além disso, temos o Fundo de Educação, Fundo de Cultura, Fundo Social e o Fundo de Contingência. Esse recurso é aplicado diretamente na comunidade e gera emprego e renda para a região do Maracá e municípios próximos”, destacou Rogério Flecha.

Para que experiências como a desenvolvida no Maracá possam funcionar dentro da legalidade, existe um trabalho técnico de análise, autorização e acompanhamento dos planos de manejo.

Durante a Expofeira, Marcos Almeida, diretor de Desenvolvimento Ambiental, explicou que o processo envolve desde a avaliação dos projetos até o acompanhamento da origem e movimentação dos produtos florestais.

“Temos todo o cuidado de avaliar os planos de manejo e os planos operacionais anuais para que, com segurança jurídica, o proprietário ou detentor do plano possa manejar suas florestas de forma responsável”, explicou.
O acompanhamento continua mesmo após a aprovação. Segundo Marcos Almeida, mecanismos de controle permitem monitorar a cadeia de custódia da madeira e verificar a regularidade da atividade.

“Existe todo um processo de monitoramento da cadeia de custódia, tanto por estratégias de acompanhamento quanto por sistemas federais. Nosso papel é trazer regularidade ambiental para esse meio de produção tão importante”, afirmou.

A presença dessas experiências na Expofeira 2026 colocou em discussão uma das possibilidades econômicas relacionadas à floresta amapaense: utilizar recursos naturais sob critérios técnicos e ambientais e, ao mesmo tempo, fazer com que parte da riqueza produzida permaneça nos territórios.

No Parque de Exposições da Fazendinha, o público conhecer essa cadeia a partir do espaço do Sindicato das Indústrias de Extração e Desdobramento de Madeiras no Estado do Amapá (Sindmadeiras), que reuniu informações e representantes envolvidos no segmento.

Mais do que apresentar a madeira como produto final, a programação mostra o caminho existente antes de sua comercialização: planejamento das áreas, análise ambiental, autorização, acompanhamento, controle de origem e participação das comunidades que vivem nos territórios onde os projetos são desenvolvidos.

A experiência do Maracá demonstra ainda como os recursos provenientes dessa atividade podem circular dentro da própria região, alcançando famílias e financiando iniciativas coletivas.

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