Terça, 6 de Outubro de 2026 · Macapá-AP Portal Eleições 2026 Municípios
Amapá Digital Amapá Digital
◆ Premium
Últimas
Outubro Rosa: Amapá deve registrar cerca de 110 novos casos de câncer de mama em 2026 Candidatos do PL dominam governos da região Sul Abstenção nas eleições 2026: veja o ranking dos 26 estados e do DF O novo mapa político dos estados após o 1º turno de 2026 PL terá maior bancada da Câmara e do Senado a partir de 2027; veja a nova composição Norte tem 4 governadores eleitos e 3 disputas de segundo turno Círio impulsiona a economia na Grande Belém Macapá, Santana e Mazagão receberão melhorias no fornecimento de energia entre os dias 3 e 10 de outubro Poetas Azuis inicia celebrações pelos 15 anos com espetáculo poético Polícia Federal apreende R$ 2,8 milhões no primeiro turno das eleições LUPPA abre inscrições para sexta edição e selecionará 10 cidades para fortalecer políticas públicas alimentares Ejap amplia formação de profissionais do TJAP com cursos sobre sucessões e enfrentamento à violência Brasil faz história na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica Governo do Amapá mobiliza mais de 1,3 mil agentes para garantir segurança durante votação segura nos 16 municípios Influenciadora abandona "personal" do ChatGPT após interpretar elogios como flerte Perspectiva de negócios: empresários apostam no Parque Tecnológico, que vem sendo implementado pelo Governo do Amapá Outubro Rosa: Amapá deve registrar cerca de 110 novos casos de câncer de mama em 2026 Candidatos do PL dominam governos da região Sul Abstenção nas eleições 2026: veja o ranking dos 26 estados e do DF O novo mapa político dos estados após o 1º turno de 2026 PL terá maior bancada da Câmara e do Senado a partir de 2027; veja a nova composição Norte tem 4 governadores eleitos e 3 disputas de segundo turno Círio impulsiona a economia na Grande Belém Macapá, Santana e Mazagão receberão melhorias no fornecimento de energia entre os dias 3 e 10 de outubro Poetas Azuis inicia celebrações pelos 15 anos com espetáculo poético Polícia Federal apreende R$ 2,8 milhões no primeiro turno das eleições LUPPA abre inscrições para sexta edição e selecionará 10 cidades para fortalecer políticas públicas alimentares Ejap amplia formação de profissionais do TJAP com cursos sobre sucessões e enfrentamento à violência Brasil faz história na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica Governo do Amapá mobiliza mais de 1,3 mil agentes para garantir segurança durante votação segura nos 16 municípios Influenciadora abandona "personal" do ChatGPT após interpretar elogios como flerte Perspectiva de negócios: empresários apostam no Parque Tecnológico, que vem sendo implementado pelo Governo do Amapá
Publicidade
Política

PL terá maior bancada da Câmara e do Senado a partir de 2027; veja a nova composição

Partido elege 121 deputados e 19 senadores; especialistas avaliam impactos da nova composição do Legislativo

P
Paloma Custódio 05/10/2026 às 01:44
PL terá maior bancada da Câmara e do Senado a partir de 2027; veja a nova composição
Antônio Cruz/Agência Brasil

O Partido Liberal (PL) elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputadosnas eleições deste domingo (4) e terá 121 parlamentares na próxima legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027. A legenda elegeu 24 deputados a mais do que em 2022, segundo levantamento da Agência Câmara com base nos resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

A segunda maior bancada será a da federação PT-PCdoB-PV, que elegeu 88 deputados, seis a mais do que na eleição anterior. 

Com isso, a nova composição partidária da Câmara dos Deputados, em comparação com o resultado das eleições de 2022, ficou da seguinte forma: 

Bancadas eleitas20262022
PL12197
PT/PCdoB/PV8882
União/PP87105
PSD4342
Republicanos4140
MDB3641
Pode2720
PSB1515
Psol/Rede1515
PSDB/Cidadania1118
NOVO103
PRD/Solidariedade712
PDT616
Avante57
Missão10

Assim como na Câmara, o PL deverá ter a maior bancada do Senadoa partir do início de 2027. A legenda elegeu 19 senadores nas eleições deste domingo, o equivalente a 35,2% das 54 cadeiras que estavam em disputa neste ano. Com os parlamentares eleitos e os senadores que ainda estão em mandato, a bancada do PL deverá chegar a 28 integrantes.

A legenda também fez cinco “dobradinhas”, ao eleger os dois senadores de um mesmo estado: Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina, além do Distrito Federal. 

Segundo a Agência Senado, nenhuma outra legenda deverá alcançar um terço do tamanho da bancada do PL. Na sequência aparecem o PT, com nove senadores, e o MDB, com oito. 

Caso os números se confirmem em fevereiro, quando os novos senadores tomarem posse, o PL também terá a maior bancada partidária do Senado no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988. O recorde anterior era do MDB, então PMDB, que iniciou a legislatura de 1999 com 27 senadores. 

No entanto, os números ainda podem sofrer alterações. Tanto os parlamentares eleitos quanto os senadores que já possuem mandato podem trocar de partido ou assumir ministérios antes do início da próxima legislatura, em fevereiro. Por isso, a projeção considera a composição partidária a partir dos resultados das eleições. 

O cálculo também leva em conta que dois senadores com mandato até 2031 foram eleitos para governos estaduais e deixarão as cadeiras para os respectivos suplentes: 

  • Cleitinho (Republicanos-MG): o primeiro suplente é Alex Diniz (PL);
  • Sergio Moro (PL-PR): o primeiro suplente é Luís Felipe Cunha (União).

Além disso, o Senado tem atualmente um parlamentar sem partido: Romário (RJ). 

A composição partidária do Senado também indica uma redução no número de legendas responsáveis pela eleição dos novos parlamentares. Em 2018, 20 partidos diferentes elegeram senadores. Oito anos depois, 13 legendas elegeram os novos integrantes da Casa. 

Eleições 2018Senadores eleitosEleições 2026Senadores eleitos
MDB7PL19
PP5MDB7
Rede5PT6
DEM4Novo3
PSD4PP3
PSDB4PSB3
PSL4UNIÃO3
PT4Podemos2
PDT2PSDB2
PHS2PSD2
PPS2Republicanos2
PSB2PDT1
PTB2Rede1
Podemos1--
PR1--
PRB1--
PROS1--
PRP1--
PSC1--
Solidariedade1--

O cientista político André César, sócio da Hold Assessoria Legislativa, atribui a nova composição do Congresso Nacional ao desempenho da direita nas eleições. 

“Não entrando no mérito, mas a direita fez uma campanha muito boa, muito bem colocada, muito bem encaminhada, seja na Câmara, no Senado, nas assembleias legislativas e nos governos estaduais. Isso mostra a força da direita no Brasil e um certo esgarçamento da esquerda, que tem que se repensar”, destaca. 

Segundo o especialista, a predominância de um partido ou de uma determinada corrente ideológica no Congresso tende a influenciar áreas como economia, segurança pública e políticas sociais. 

“A privatização de várias empresas estatais entra na pauta e a questão social pode voltar para trás”, avalia.

O cientista político e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP),Eduardo Grin, afirma que a predominância de partidos de centro e de direita no Congresso pode impulsionar pautas como mudanças na política fiscal, com uma agenda mais restritiva de gastos, flexibilização de regras ambientais, alterações na regulamentação das bets, entre outras propostas de caráter mais conservador. 

“Temos um Congresso muito mais à direita e conservador do que já era. Então, podemos esperar que vai aumentar substancialmente as suas iniciativas na chamada agenda de costumes, a pauta conservadora”, afirma.

Na área de segurança pública, Grin avalia que pode ser retomada a agenda clássica do bolsonarismo, com propostas como a ampliação do porte de armas e a redução da maioridade penal. O especialista também cita a possibilidade de congelamento da tramitação da PEC da Segurança. 

Em relação às políticas sociais, o cientista político avalia que pode haver uma revisão do Bolsa Família em favor de uma agenda voltada ao empreendedorismo. 

André César avalia que Lula terá dificuldades para vencer o segundo turno. O petista terminou o primeiro turno com 45,16% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro liderou com 47,03%. 

Caso esse resultado se confirme no segundo turno, o cientista político acredita que os partidos de direita no Congresso terão maior facilidade para negociar com o próximo presidente, que também é do PL. 

“Acho altamente improvável que o presidente Lula consiga reverter esse jogo. Então, partidos como o PL — que é o do Flávio Bolsonaro —, PP, União Brasil, Republicanos e outros vão conseguir negociar mais, vão ganhar mais protagonismo ainda”, afirma. 

Eduardo Grin destaca que, embora o Centrão não tenha apoiado Flávio Bolsonaro no primeiro turno, a composição formada por essas legendas, somada ao PL, continuará tendo papel central na definição da agenda do Congresso. 

“Em um provável governo de Flávio Bolsonaro, o Centrão certamente estará do lado dele, inclusive porque vários parlamentares do Centrão, como Ciro Nogueira, que não se reelegeu senador, devem ser chamados para ser ministros.” 

Na avaliação de Grin, esse cenário poderia facilitar a aprovação de pautas mais conservadoras defendidas por um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Já no caso da reeleição de Lula, André César prevê dificuldades para o presidente governar diante do fortalecimento do Congresso Nacional de oposição. “Com as emendas e tudo mais, a força do Congresso hoje bota o Executivo na parede. E o governo já começaria emparedado, em uma eventual reeleição do presidente Lula”, afirma.  

Para André César, o Supremo Tribunal Federal (STF) também deverá enfrentar um novo cenário diante do fortalecimento do Congresso, especialmente do Senado, que tem competência constitucional para processar e julgar ministros da Corte em crimes de responsabilidade. 

O cientista político também cita as discussões envolvendo ministros do STF e o caso do Banco Master como um dos fatores que podem pressionar por mudanças na relação entre os Poderes. 

“O Congresso vem mais forte. Inclusive, no caso do Senado especificamente, os senadores podem ir para cima e pedir impeachment de ministro. Uma coisa nova, inédita, que pode acontecer”, afirma. 

O cientista político também acredita que o Congresso poderá discutir mudanças legislativas relacionadas ao funcionamento do Judiciário, como medidas para reduzir o alcance de decisões monocráticas e limitar o poder do STF.

“Se o Senado não vai levar adiante efetivamente o impeachment de ministros do STF, como eu acho que é o caso, várias medidas legislativas serão feitas no sentido de coibir e reduzir o grande poder hoje que o STFtem”, conclui.

Fonte:Brasil61

Relacionadas

Mais da editoria →