O Governo do Amapá e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) encerraram, na quinta-feira, 29, a programação da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), com o anúncio oficial da criação da Academia Amapaense de Ciências. A cerimônia ocorreu no Teatro do Serviço Social da Indústria (Sesi), em Macapá, e também marcou o encerramento do XV Congresso Nacional de Iniciação Científica (Conaic), realizado com o tema “Ciência Delas”.
Durante o evento, o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Edivan Barros de Andrade, destacou os investimentos estaduais em pesquisa e o aumento dos valores destinados à premiação de pesquisadores e iniciativas de inovação.
“Nos últimos anos, o valor do Prêmio Robério Nobre, que este ano chega à sexta edição, passou de R$ 60 mil para R$ 80 mil e, posteriormente, para R$ 100 mil. A premiação contempla categorias como pesquisador destaque, pesquisador inovador, empresa inovadora e profissional de comunicação, entre outras”, afirmou o secretário.
Segundo Edivan, os editais de pesquisa buscam incentivar projetos voltados à solução de problemas concretos da comunidade, da sociedade e dos serviços públicos. Ele também destacou as oportunidades de investimentos em ciência, tecnologia e inovação no estado.
O secretário informou ainda que o número de empresas inovadoras no Amapá passou de aproximadamente 38, no início da atual gestão, para 230. Também citou a comercialização de soluções tecnológicas para outros mercados, incluindo países das Guianas e outras regiões do Brasil.
Academia Amapaense de Ciências
A criação da Academia Amapaense de Ciências reúne cinco instituições que desenvolvem atividades de pesquisa e inovação no estado: Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), Instituto Federal do Amapá (Ifap), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e Universidade Federal do Amapá (Unifap).
O professor doutor Jadson Porto, escolhido como primeiro presidente da Academia, explicou que cada instituição indicou quatro representantes para compor a diretoria. Entre os integrantes, sete são mulheres, incluindo as pesquisadoras Inácia Maria Vieria e Valdenira Ferreira dos Santos, do Iepa. As cinco instituições reúnem aproximadamente 800 doutores.
A Academia Amapaense de Ciências tem como objetivo estimular e fortalecer a produção científica, a pesquisa, a tecnologia e a pós-graduação no estado.
A programação também incluiu atividades do XV Congresso Nacional de Iniciação Científica, promovido pelo Senai. A analista técnica da instituição, Ana Paula Barros, explicou que o congresso avalia e premia trabalhos desenvolvidos por estudantes bolsistas em diferentes áreas do conhecimento.
“O Senai recebeu a oportunidade de sediar a 23ª SNCT e, com isso, executa o XV Conaic, congresso que avalia e premia os vencedores com certificados ou premiações em dinheiro. Os bolsistas desenvolvem projetos nas áreas de ciências agrárias, biológicas, exatas e da terra, humanas e sociais e da saúde, referentes aos anos de 2025 e 2026”, explicou Ana Paula.
O Prêmio Robério Nobre é coordenado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), em conjunto com a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec). A iniciativa reconhece pesquisadores, profissionais e empresas que desenvolvem atividades relacionadas ao avanço científico, econômico e social no Amapá.
