Terça, 8 de Setembro de 2026 · Macapá-AP Portal Eleições 2026 Municípios
Amapá Digital Amapá Digital
Premium
Últimas
NeuroIdentify promove encontro de inovação em Belém Obras na Rodovia JP revelam sítio arqueológico, e especialistas do Iepa são acionados para acompanhar e preservar achados Homem morre carbonizado após grave acidente na BR-156, no sul do Amapá Esmeraldina dos Santos lança "Cartas de Aquilombamento" em Macapá nesta terça-feira (8) Imprensa intensificou visibilidade da Feira de Negócios do Vale do Jari Chef Flora surpreende na Feira de Negócios do Vale do Jari com Moranga de Acari e Camarão Hospital Estadual de Tartarugalzinho fortalece atendimento no interior com exames 24h e raio-X digital Fundo das Telecomunicações abre edital de R$ 50 milhões para conectar até 1,8 mil postos de saúde Proposta orçamentária prevê preenchimento de 53.530 vagas no setor público Governo do Amapá Atualiza Plano de Cargos e Prepara Novo Concurso na Saúde Governo do Amapá entrega mais de 300 CNHs pelo programa Habilita Amapá Governo do Amapá garante funcionamento regular e melhorias na alimentação dos Hospitais Estaduais 'Essas iniciativas encorajam mais pessoas a empreender', diz visitante da Feira de Negócios do Vale do Jari  'Sempre tivemos esperança de melhorar', diz morador sobre avanços com a pavimentação que liga os municípios de Laranjal a Vitória do Jari 'O que ele defende, principalmente a pauta antirracista, que eu acho muito importante', diz fã durante show de Djonga no Festival da Juventude Amapá amplia serviços educacionais com implantação do Super Fácil Educação, em Santana NeuroIdentify promove encontro de inovação em Belém Obras na Rodovia JP revelam sítio arqueológico, e especialistas do Iepa são acionados para acompanhar e preservar achados Homem morre carbonizado após grave acidente na BR-156, no sul do Amapá Esmeraldina dos Santos lança "Cartas de Aquilombamento" em Macapá nesta terça-feira (8) Imprensa intensificou visibilidade da Feira de Negócios do Vale do Jari Chef Flora surpreende na Feira de Negócios do Vale do Jari com Moranga de Acari e Camarão Hospital Estadual de Tartarugalzinho fortalece atendimento no interior com exames 24h e raio-X digital Fundo das Telecomunicações abre edital de R$ 50 milhões para conectar até 1,8 mil postos de saúde Proposta orçamentária prevê preenchimento de 53.530 vagas no setor público Governo do Amapá Atualiza Plano de Cargos e Prepara Novo Concurso na Saúde Governo do Amapá entrega mais de 300 CNHs pelo programa Habilita Amapá Governo do Amapá garante funcionamento regular e melhorias na alimentação dos Hospitais Estaduais 'Essas iniciativas encorajam mais pessoas a empreender', diz visitante da Feira de Negócios do Vale do Jari  'Sempre tivemos esperança de melhorar', diz morador sobre avanços com a pavimentação que liga os municípios de Laranjal a Vitória do Jari 'O que ele defende, principalmente a pauta antirracista, que eu acho muito importante', diz fã durante show de Djonga no Festival da Juventude Amapá amplia serviços educacionais com implantação do Super Fácil Educação, em Santana
Publicidade

Por que o autismo em meninas é menos comum?

A
Redação Amapá Digital 30/11/2021 às 00:00
Publicidade
Por que o autismo em meninas é menos comum?
(*) Dr Clay Brites é Pediatra e Neurologista Infantil (Pediatrician and Child Neurologist); Doutor em Ciências Médicas/UNICAMP (PhD on Medical Science); Membro da ABENEPI-PR e SBP (Titular Member of Pediatric Brazilian Society); Speaker of Neurosaber

As diferenças existentes normalmente quando comparamos comportamentos típicos de homens e mulheres podem fazer com que as meninas tenham o diagnóstico de autismo com mais atraso do que os meninos. Isso faz com que pais, cuidadores e profissionais procurem menos os sintomas de autismo em meninas. Elas têm mais autoconsciência, senso de empatia e tenta “se encaixar” mais socialmente que eles. Isso pode significar que elas têm a capacidade de ‘esconder’ os sintomas do autismo na infância.

Entretanto, quando ficam mais velhas e as normas sociais e as amizades se tornam mais difíceis, elas podem encontrar dificuldades para se relacionar e os sintomas passam a ficar mais evidentes. Assim, podem não receber um diagnóstico de autismo até a adolescência. Essa demora no diagnóstico alimenta o mito de que autismo não existe em meninas ou é mais raro. Vale ressaltar que mesmo sendo menos comum, a verdade é que existe, sim, autismo em garotas! Porém, elas conseguem “camuflar” os sintomas do TEA por mais tempo que os meninos.

Meninas são naturalmente mais calmas e preferem brincar compartilhando coisas mais do que os meninos. Portanto, meninas preferirem ficar sozinhas pode ser sintoma de autismo. Nos meninos, comportamentos repetitivos e dificuldade em controlar os impulsos podem aparecer com mais frequência do que em meninas autistas.

Alguns dos sintomas de dificuldades de comunicação no autismo são: não responder ao seu nome por volta dos 12 meses de idade; preferir não ser segurado ou abraçado; dificuldade em explicar o que eles querem ou precisam; evitar contato visual, entre outros. Outras características do comportamento autista são rotinas rígidas e ações repetidas. Além de dificuldade para se adaptar a uma mudança na rotina; preferir lidar com objetos ou brinquedos do que pessoas; ficar se balançando de um lado para o outro.

Após as garotas autistas receberem o diagnóstico correto, elas podem receber terapia comportamental e planos de aula especializados, mas são essencialmente os mesmos serviços oferecidos a um menino na mesma situação. Mas mulheres com autismo são fundamentalmente diferentes dos homens com autismo pois elas ficam mais preocupadas com seu entorno e mais depressivas.

Os sintomas do TEA podem ser os mesmos para ambos, mas quando se cruzam com o gênero, a experiência de vida de uma mulher com autismo pode ser diferente da de um homem com a mesma condição trazendo sofrimentos diferentes e desfechos distintos. O diagnóstico precoce é sempre melhor opção. Por isso, ao notar qualquer sinal relacionado ao autismo questione o pediatra sobre a necessidade de uma pesquisa mais profunda para evitar um diagnóstico tardio.

*Dr. Clay Brites é pediatra, neurologista infantil e um dos fundadores do Instituto NeuroSaber

Relacionadas

Mais da editoria →