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SEGURANÇA PÚBLICA

Força Nacional orienta população sobre prevenção de incêndios florestais na estiagem

Com a chegada do período seco, medidas preventivas ajudam a proteger vidas, propriedades e o meio ambiente

M
Ministério da Justiça e Segurança Pública 21/07/2026 às 00:00
Força Nacional orienta população sobre prevenção de incêndios florestais na estiagem
Agente da Força Nacional em ação contra o fogo. Foto: Acervo/MJSP

Com a chegada do período de estiagem em grande parte do País, aumenta o risco de incêndios em áreas rurais, florestais e urbanas. A combinação entre baixa umidade do ar, altas temperaturas, ventos intensos e vegetação seca cria condições para a propagação do fogo, o que torna necessária a adoção de medidas preventivas pela população.

Muitos dos incêndios registrados nesta época do ano têm origem em ações humanas que poderiam ser evitadas. Por isso, produtores rurais, moradores de áreas urbanas e comunidades localizadas próximas à vegetação devem redobrar a atenção.

Diante desse cenário, bombeiros militares que integram a Força Nacional de Segurança Pública alertam para a importância da prevenção e reforçam medidas simples que podem evitar o surgimento de focos de incêndio e reduzir seus impactos.

Agentes da Força Nacional em ação contra o fogo. Foto: Acervo/MJSP

Cuidados no campo ajudam a prevenir incêndios

Segundo o cabo do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará e integrante da Força Nacional, Jefferson Castro, a prevenção no meio rural começa com o manejo adequado da propriedade.

“Durante o período de estiagem, recomendamos suspender o uso do fogo, inclusive em queimadas controladas e previamente autorizadas. As condições climáticas típicas da estiagem favorecem a perda do controle das chamas, aumentando o risco de incêndios de grandes proporções”, explica.

Segundo ele, outra medida é a manutenção preventiva dos aceiros, uma vez que essas faixas de terra livres de vegetação funcionam como barreiras naturais, dificultando o avanço do fogo e protegendo cercas, lavouras, reservas ambientais e benfeitorias das propriedades rurais.

Castro também destaca a importância de realizar inspeções frequentes em tratores, colheitadeiras e demais máquinas agrícolas. “Escapamentos sem manutenção ou equipamentos que produzam faíscas podem provocar incêndios ao entrarem em contato com a vegetação seca. O uso de abafadores de faíscas e a manutenção preventiva reduzem esse risco”, enfatiza.

O bombeiro orienta que, quando possível, técnicas como a roçagem mecânica e o pastoreio rotacionado substituam o uso do fogo no manejo da vegetação durante os meses de estiagem.

Áreas urbanas também exigem medidas de prevenção

Para o tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul e integrante da Força Nacional de Segurança Pública, Claudemir Farias, a conscientização da população é essencial para reduzir a ocorrência de incêndios nas áreas urbanas e de transição entre cidades e vegetação.

"A queima de lixo, folhas secas ou resíduos domésticos deve ser evitada. Além de configurar crime ambiental previsto na Lei nº 9.605/1998, essa prática pode provocar incêndios em terrenos baldios e colocar em risco residências, áreas de preservação e propriedades vizinhas", alerta.

Farias chama a atenção para o descarte inadequado de bitucas de cigarro. "Por exemplo, jogar cigarros acesos pelas janelas dos veículos ou às margens de rodovias pode iniciar incêndios, já que a vegetação seca presente nos acostamentos funciona como combustível", ressalta.

O especialista enfatiza ainda que objetos aparentemente comuns também podem representar perigo. "Garrafas de vidro, frascos e até algumas latas descartadas irregularmente em áreas de vegetação podem concentrar a incidência dos raios solares e favorecer o surgimento de focos de incêndio", afirma.

Outro ponto de atenção é a soltura de balões. Além de ser uma prática ilegal, eles colocam em risco a aviação civil e podem cair acesos sobre florestas, áreas de vegetação e zonas urbanas, provocando incêndios.

Prevenção exige participação da população

De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima e integrante da Força Nacional de Segurança Pública, Weneson Reis, o combate aos incêndios florestais depende da atuação integrada dos órgãos públicos, das forças de segurança e da sociedade.

"As equipes estão preparadas para atuar quando necessário, mas nenhuma ação é tão eficiente quanto a prevenção. Pequenas atitudes adotadas pela população fazem toda a diferença para evitar que um foco de incêndio se transforme em um incêndio de grandes proporções", ressalta o bombeiro.

O oficial reforça que adotar práticas seguras, respeitar a legislação ambiental e comunicar rapidamente qualquer princípio de incêndio contribui para proteger vidas, preservar o meio ambiente e reduzir os prejuízos econômicos e sociais causados pelo fogo. "Prevenir incêndios é uma responsabilidade compartilhada. Cada cidadão pode contribuir com atitudes conscientes que ajudam a preservar o patrimônio natural e a proteger vidas", enfatiza Weneson.

Viu fumaça ou fogo? Saiba o que fazer

• Mantenha a calma e afaste-se da direção do vento e da fumaça.
• Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
• Denuncie queimadas ilegais aos órgãos ambientais competentes ou à Polícia Militar, pelo telefone 190

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