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Pais devem ter cuidado com as atividades on-line de seus filhos

A
Redação Amapá Digital 19/12/2018 às 00:00
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Pais devem ter cuidado com as atividades on-line de seus filhos

Mais de 40% das crianças brasileiras estão nas redes sociais

Dentro das regras para o uso das redes sociais, a idade mínima para se criar perfis no serviço, é de treze anos. O mesmo funciona com o aplicativo whatsapp mas, segundo o site WABetaInfo, especializado na cobertura do aplicativo, a empresa deve alterar os termos de uso do serviço para determinar que os usuários tenham, ao menos, 16 anos para utilizá-lo.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), visitar uma rede social já é a segunda atividade infanto-juvenil mais comum na internet, depois de fazer trabalho escolar. Assistir a vídeos no Youtube, jogar e postar fotos aparecem, em terceiro, quarto e quinto lugar, respectivamente.

A atividade on-line dessas crianças preocupam os pais. Ainda mais porque, parte delas burlam as regras nas redes e fornecem a idade mínima para criar contas e perfis. A maioria dos pais também desconhece os limites de idade e acabam permitindo que seus filhos acessem algumas redes sociais e aplicativos de mensagens. Atualmente, mais de 40% das crianças brasileiras estão nas redes sociais.

A curiosidade das crianças é natural, saudável e deve ser estimulada. Mas os pais têm que acompanhar as ações dos filhos e suas descobertas no ambiente digital. A estratégia é não considerar a internet e os aplicativos como vilões. É preciso tratar as redes sociais como qualquer área ou atividade de risco existente, assim como no mundo físico.

Mãe de Gabriel de dois anos e sete meses, Kelly Borges permite que o filho use o seu celular para assistir ao Youtube e enxerga o eletrônico como um aliado. “Como ele é bem pequeno, o celular acaba deixando ele mais calmo, mas eu sempre procuro inserir ele em outras atividades. Quando ele estiver com uns doze anos, vou deixar que ele tenha alguns aplicativos, mas vou procurar sempre monitorar o que ele vai estar fazendo”, garante a mãe de Gabriel.

Quando o assunto é rede social e criança, muitos acreditam que a proibição é o melhor caminho. Mas a verdade é que estar conectado não traz apenas riscos. Em sala de aula, os aplicativos e eletrônicos são usados como uma forma rápida e prática de interagir e aprender. Segundo a psicóloga Niliane Brito, não existe idade correta para deixar que a criança utilize o celular. “É preciso que os pais avaliem o nível de maturidade da criança antes de permitir que ele use o aparelho. Se ela costuma infringir as regras da casa, provavelmente, irá burlar as regras na rede também. É preciso diálogo e limites”, aconselha a psicóloga.

As crianças também exercitam sua autonomia e criatividade enquanto dialogam com o mundo. Os pais precisam orientar para que as crianças não divulguem seus dados pessoais e não passem tanto tempo nas redes sociais. Ao perceber mudança de comportamento não deixe de pedir ajuda ou até mesmo procurar orientação de um profissional especializado, como um psicólogo.

 

Fonte: Bárbara Maria – Ascom Educa Mais Brasil

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