“Não existe acusação formal contra os policiais. Ainda não se sabe sobre o que eles estão sendo acusados”, declarou o perito criminal carioca Ricardo Molina, nesta quinta-feira (18) durante a Coletiva de Imprensa sobre o caso dos PMs que envolveram-se em confronto que levou a morte de duas pessoas em Santana, no mês de Setembro.
Além da afirmação, verificada por meio de estudos de balística e residuográficos, os dados apurados durante o trabalho do perito, na tarde de ontem em Santana, estarão reunidos em um programa de computação gráfica, para tentar recriar a noite do confronto. “Estar no local do crime quase dois meses após o ocorrido pressupõe alguns cuidados do ponto de vista técnico. O primeiro deles é que a cena do crime pode ter sido adulterada. Mas buscaremos reconstituir a perícia analítica por meio de uma apuração descritiva do local”, explicou o perito carioca.
Falta de insumos na Politec
O advogado constituído pelo grupo de policiais para tratar do caso, Cícero Bordalo, disse que requereu à Polícia Civil o inquérito com a condução sobre as investigações. E para todos os pedidos teve como devolutiva a mesma resposta. “A defesa teve acesso a apenas uma parte da investigação, que inclusive, está parada há pelo menos dois meses. Faltam insumos e reagentes na Politec [Polícia Técnico Científica] para a realização de exames de necropsia, por esse motivo, decidimos contratar uma perícia independente”, ressaltou Bordalo.
Segundo o advogado, a intenção é oferecer todos os dados suficientes à Justiça que possam ajudar a entender tudo o que aconteceu na madrugada do crime. Valendo-se de apurações técnicas e verificáveis, necessárias a uma interpretação coerente ao juiz que definirá o futuro dos policiais. “Todas as etapas de uma investigação importam. E quanto mais acesso aos dados tivermos, conseguiremos chegar mais facilmente à verdade dos fatos e colocá-las à análise do Judiciário”, endossou o advogado.
Fotos: Assessoria de Comunicação Bordalo & Advogados Associados
