O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) realizou, nesta terça-feira (8), no Fórum de Macapá, mais uma etapa da Pesquisa de Satisfação do Jurisdicionado 2026. A iniciativa busca conhecer a percepção da sociedade sobre a qualidade dos serviços prestados pelo Poder Judiciário e identificar oportunidades de aprimoramento no atendimento ao cidadão.
Coordenada pela Secretaria de Comunicação (Secom/TJAP), em cooperação com a Secretaria de Planejamento, Gestão Estratégica e Governança (Seplan/TJAP), a pesquisa conta com o apoio de outras unidades do Tribunal.
O levantamento integra as ações de planejamento institucional e está relacionado às metas do Planejamento Estratégico 2027/2032, com destaque para o Índice de Qualidade no Atendimento e a Avaliação Qualitativa da Comunicação. Os resultados também contribuem para a pontuação do TJAP no Prêmio CNJ de Qualidade.
Para a diretora do Fórum de Macapá, juíza Laura Costeira, a realização da pesquisa em locais de grande fluxo de pessoas é fundamental para ampliar a representatividade dos resultados.
“O Fórum concentra diariamente um número expressivo de jurisdicionados, servidoras, servidores, advogadas e advogados. Portanto, esta iniciativa permite colher percepções de um público heterogêneo, que vivencia o cotidiano da Justiça”, destacou.
A magistrada também ressaltou a importância do levantamento para a avaliação dos serviços e das metas institucionais.
“O objetivo central da pesquisa é mapear o cenário do nosso Judiciário, avaliar o nível de satisfação de todos os envolvidos em relação ao nosso trabalho, ao Poder Judiciário e ao cumprimento das metas estabelecidas pelo CNJ, entre outros pontos de análise previstos no estudo”, concluiu.
Nova abordagem avalia identidade institucional
A edição 2026 amplia o levantamento com questões sobre a identidade institucional do TJAP. A pesquisa avalia o perfil dos participantes, a experiência com os serviços da Justiça, a satisfação com o atendimento e a comunicação institucional, a acessibilidade e o nível de confiança no Judiciário.
A nova abordagem também contempla a missão, a visão de futuro e os valores do Tribunal, com o objetivo de verificar se esses elementos correspondem às expectativas da sociedade para uma Justiça mais rápida, acessível, próxima, humana e simples.
Para a psicóloga Dorismar Magalhães, a pesquisa oferece ao Tribunal informações importantes para identificar pontos de aprimoramento e fortalecer a relação com a sociedade.
“O retorno da sociedade é fundamental para que a instituição possa alinhar, de forma precisa, sua missão, seus valores e sua visão. É essencial que esses pilares institucionais sejam de conhecimento público”, afirmou.
A servidora também destacou a importância de uma comunicação mais acessível, sobretudo para pessoas com menor escolaridade. Segundo ela, a falta de informação sobre direitos, o papel do Judiciário e os caminhos para buscar assistência pode dificultar o acesso à Justiça.
“A simplificação da linguagem e a clareza nas informações facilitarão significativamente a aproximação da sociedade com os serviços prestados pelo Tribunal, permitindo que todos compreendam como o Judiciário pode auxiliar na resolução de suas demandas”, finalizou.
