Entre as atividades que movimentaram a ExpoAgro 2026, em Tartarugalzinho, com apoio do Governo do Estado, a literatura também encontrou espaço para aproximar crianças, estudantes e professores dos livros e da produção cultural. O professor e escritor Marvin Franklin participou do evento ao lado de outros educadores do Coletivo Três Marias, grupo que desenvolve ações de incentivo à leitura e à escrita nas escolas do município.
Para Marvin, a presença na feira representou uma oportunidade de mostrar que eventos como a ExpoAgro também podem ser espaços de valorização da cultura, da educação e do empreendedorismo.
"Eu considero uma feira incrível porque ela dá várias oportunidades dentro do contexto de empreendedorismo e também para a literatura, para a questão cultural", destacou o professor.
Formado por professores da rede pública de Tartarugalzinho, o Coletivo Três Marias leva poemas, livros e atividades literárias para as escolas, buscando despertar nos estudantes o interesse pela leitura e, principalmente, pela produção de suas próprias histórias.
O trabalho já começa a apresentar resultados. Segundo Marvin, alunos do município passaram a produzir e publicar seus próprios livros a partir das atividades desenvolvidas pelo coletivo.
"Essa professora, minha colega de trabalho, pega nossos poemas e trabalha em sala de aula. Então está tendo frutos. Já temos alunos autores", contou.
Entre os jovens escritores estão Arthur Casemiro e Alice, estudantes de Tartarugalzinho que já tiveram suas produções transformadas em livros. A iniciativa também prevê novos lançamentos realizados pelos próprios alunos nos próximos meses.
Natural de Oiapoque, Marvin trabalha com literatura há anos e mora em Tartarugalzinho há cerca de sete anos. Ao chegar ao município, percebeu a necessidade de ampliar as oportunidades de acesso à produção literária.
O primeiro lançamento de um de seus livros na cidade acabou se tornando um momento marcante para a comunidade.
"Quando eu lancei meu primeiro livro aqui na cidade, foi o primeiro lançamento. Então causou uma coisa que as pessoas nunca tinham visto, um lançamento de livro", lembrou. A partir dessas experiências, o coletivo passou a trabalhar para aproximar ainda mais a literatura das crianças e dos estudantes. A ideia é fazer com que o livro deixe de ser algo distante e passe a fazer parte do cotidiano escolar.
"É importante a gente marcar esse lugar. A gente tem um instrumento pequeno, mas que transmite muita coisa para as pessoas e para a mente dos alunos que estão vendo a gente aqui", afirmou.
