No Hospital de Emergência, a medida segue padrões internacionais e requer avaliação ágil desde a triagem; diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para evitar o agravamento do quadro.
Unidades de saúde da rede estadual trabalham dentro de protocolos estabelecidos pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (Ilas) para tratar infecções generalizadas.
Uma infecção que parece simples pode evoluir rapidamente e comprometer o funcionamento de órgãos. É a sepse, uma resposta grave e desregulada do organismo a uma infecção. Para reduzir os riscos, o Governo do Amapá mantém protocolos de atendimento baseados em diretrizes do Instituto Latino-Americano de Sepse (Ilas), com identificação dos sinais de alerta desde a chegada do paciente às unidades de saúde, como no Hospital de Emergência (HE), em Macapá.
Djalma Guedes, diretor do HE, afirma: "É uma prerrogativa do governo garantir segurança ao paciente. No Hospital de Emergência, essa avaliação começa na triagem. Se o paciente apresenta dois ou mais critérios que podem indicar sepse, o protocolo é aberto e o médico passa a avaliar o caso. É um tempo curto, mas imprescindível, porque tempo é vida".
Febre ou temperatura muito baixa, coração acelerado, respiração rápida, queda da pressão, alteração do estado de consciência, falta de ar e diminuição da quantidade de urina estão entre os sinais que exigem atenção.
A sepse pode ter origem em diferentes tipos de infecção, como as que atingem pulmões, abdômen, trato urinário ou corrente sanguínea. Por isso, diante de sintomas associados a uma infecção, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes. Os primeiros cuidados podem começar por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
"Depois que a sepse é identificada, o tratamento precisa começar rapidamente. É feita a hemocultura para tentar identificar a bactéria, além da 'antibioticoterapia' e da reposição de volume, com soro na veia. Enquanto a cultura não fica pronta, o paciente continua em tratamento. O antibiótico é definido de acordo com o foco da infecção e, depois, conforme a bactéria identificada", detalha Djalma.
O diretor reforça que a sepse não é necessariamente adquirida dentro de um hospital. Uma infecção que começa em casa também pode evoluir para um quadro grave. Segundo ele, ainda não há uma estatística local consolidada sobre a ocorrência de sepse no Amapá. A atenção, portanto, está concentrada na identificação precoce e na resposta rápida das equipes, medidas que podem fazer a diferença para o paciente.
