A médica Dra. Danuza Alves decidiu investigar no próprio corpo uma suspeita que carregava havia algum tempo e acabou confirmando que também apresenta lipedema. O resultado apontou alterações compatíveis com grau 2, concentradas nas coxas, e colocou Danuza em uma posição diferente daquela a que estava acostumada: desta vez, não era ela quem acompanhava o caso, mas quem recebia a avaliação.
Diretora médica da Clínica Leger Porto Alegre, Danuza convive profissionalmente com pacientes que apresentam lipedema e alterações corporais associadas à condição. Mesmo conhecendo os sinais, ela vinha adiando a própria investigação até conseguir realizar o mapeamento com a radiologista Dra. Marília Maia, que integra a equipe da clínica. “Eu sempre tive uma suspeita de que eu tinha lipedema. Finalmente consegui um horário para mim e resolvi fazer o mapeamento para entender o que realmente estava acontecendo”, conta. Durante a avaliação, foram analisadas diferentes regiões das coxas e pernas, incluindo a espessura e características do tecido gorduroso.
Foi no resultado que a suspeita ganhou outra dimensão. Segundo a avaliação realizada por Marília, as alterações estavam restritas às coxas e apresentavam características compatíveis com lipedema grau 2. Para Danuza, a confirmação também trouxe uma nova percepção sobre hábitos que já faziam parte da sua rotina. “Eu já faço atividade física, cuido da minha alimentação, mas nunca fiz nenhum tratamento específico para lipedema. Quando você passa a olhar para o próprio corpo sabendo exatamente o que existe ali, a perspectiva muda”, afirma.
A partir de agora, Danuza pretende acompanhar a evolução, manter a atividade física com regularidade e avaliar individualmente quais medidas podem fazer sentido para o seu caso, separando o acompanhamento do lipedema de eventuais tratamentos voltados às irregularidades estéticas da região. A programação é repetir a avaliação em cerca de seis meses. “Quero focar mais na constância dos exercícios, na alimentação e acompanhar como o meu corpo vai responder. E acho que viver essa experiência também muda a forma como eu escuto uma paciente que chega ao consultório com a mesma condição”, conclui.
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Créditos: @dradanuzaalves | CO - Assessoria
