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MEIO AMBIENTE

Governo do Amapá entra na reta final das oficinas para revisão do Plano de Manejo da RDS do Rio Iratapuru

Atividades coordenadas pela Sema seguem até quarta-feira, 11, em Laranjal do Jari, com participação de moradores, conselheiros e instituições na construção de estratégias para proteger a floresta e valorizar os modos de vida das comunidades.

Autor: Alexandra Flexa Fonte: Alexandra Flexa 07/11/2026 às 00:00
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Governo do Amapá entra na reta final das oficinas para revisão do Plano de Manejo da RDS do Rio Iratapuru
Ação participativa reúne moradores das comunidades do entorno da RDS Divulgação: Sema/GEA

O Governo do Amapá iniciou nesta sexta-feira, 6, em Laranjal do Jari, a última etapa das oficinas participativas de revisão do Plano de Manejo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru.

Coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a programação segue até quarta-feira, 11, reunindo representantes das comunidades tradicionais, conselheiros e instituições parceiras para discutir propostas que considerem a realidade de quem vive na reserva e contribua para a conservação do território.

“Ouvir as comunidades é fundamental para construir instrumentos de gestão que respeitem a realidade do território e fortaleçam a conservação da biodiversidade”, enfatizou Taísa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente.

Durante os encontros, os moradores compartilham experiências, conhecimentos tradicionais e percepções sobre as mudanças na região onde vivem. Essas contribuições ajudam a construir um planejamento que concilie a proteção da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e as necessidades das famílias que dependem da floresta para manter suas atividades e garantir renda.

A chefe da Unidade de Conservação e analista de meio ambiente da Sema, Maíria Lopes, destaca que a participação dos moradores é essencial para que as decisões considerem as características e os desafios da reserva. “As comunidades são parceiras fundamentais nesse processo e desempenham um papel essencial como guardiãs do território”, ressaltou.

A revisão também considera atividades que fazem parte da vida e da economia das comunidades, como o extrativismo e o aproveitamento de produtos da sociobiodiversidade, a exemplo da castanha-do-brasil. A proposta é fortalecer práticas que mantenham a floresta em pé, valorizem os conhecimentos tradicionais e permitam que as famílias continuem vivendo do uso sustentável dos recursos naturais.

Para a moradora da reserva, Cleiciane Marques, participar das discussões fortalece o compromisso das famílias com a conservação e valoriza o trabalho desenvolvido dentro da unidade. “Como extrativistas e monitores, sabemos que nosso trabalho ajuda a manter a floresta em pé, proteger a natureza e gerar renda para nossas famílias”, destacou.

Após as oficinas, as contribuições serão sistematizadas e consolidadas em uma versão atualizada do Plano de Manejo, com previsão de apresentação ao Conselho Gestor em 25 de novembro. O documento estabelece diretrizes para o planejamento, o zoneamento e as regras de uso dos recursos naturais, orientando a gestão da reserva e a conciliação entre conservação ambiental e atividades das comunidades.

Reconhecimento internacional

O trabalho de conservação da RDS do Rio Iratapuru também alcançou reconhecimento internacional. A unidade passou a integrar a Lista Verde da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), certificação que reconhece áreas protegidas com padrões de excelência em gestão e conservação. O reconhecimento se soma a outras iniciativas de fortalecimento da unidade, como a aprovação do Plano de Proteção e a revisão do Plano de Manejo.

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