No Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL), em Macapá, a alimentação faz parte do cuidado e acompanha cada etapa da recuperação dos pacientes. O Serviço de Nutrição e Dietética da unidade atua desde a admissão até a alta hospitalar, avaliando diagnóstico, estado clínico e nutricional, exames, risco nutricional, restrições e capacidade de alimentação para definir a conduta mais adequada. A estrutura conta com 27 nutricionistas e oito técnicos em nutrição e elaboram cardápios para atender a uma média de 37.475 refeições por mês, entre desjejum, lanches, almoço, jantar e ceia.
Segundo a responsável técnica do serviço da unidade, a nutricionista Mara Santos, a avaliação começa com a análise do prontuário, da prescrição médica e dos exames laboratoriais, além da triagem de risco nutricional. Tudo isso, segundo recomendação de cuidados preconizados pelo Governo do Amapá, para uma assistência ampla e humanizada.
"O nutricionista também visita o paciente no leito para verificar a aceitação das refeições, intolerâncias, apetite, náuseas e alterações intestinais, entre outros fatores, como a própria capacidade de mastigação. A partir desse acompanhamento, são definidas as necessidades de energia, proteínas, líquidos e outros nutrientes, com possibilidade de mudanças na consistência e na composição da dieta conforme a evolução clínica", explica.
Mara reitera que todo o processo segue um planejamento rigoroso de segurança, desde a definição da dieta até a identificação e a entrega da refeição.
"Nosso objetivo é garantir que a alimentação seja um fator favorável à recuperação, respeitando as necessidades individuais de cada paciente e evitando qualquer risco que possa comprometer o tratamento", garante.
Avaliação é feita diariamente com os pacientes para saber da eficácia do cardápio e adaptação do paciente à nova alimentação.
A produção das refeições é realizada por empresa terceirizada, conforme cardápios previamente planejados e os mapas de dietas atualizados pelo hospital. O processo inclui seleção e conferência dos alimentos, higienização, preparo e cocção segundo boas práticas, porcionamento, identificação, organização nos carros de distribuição e entrega nos horários estabelecidos.
"A alimentação hospitalar não é apenas uma refeição servida ao paciente. Ela integra o tratamento. Durante a internação, acompanhamos a aceitação e a evolução e fazemos os ajustes necessários em conjunto com a equipe multiprofissional. Por isso, é fundamental que familiares não ofereçam alimentos sem autorização, porque até um alimento comum pode interferir no tratamento ou colocar o paciente em risco", reforça Mara.
