O ritmo marcante das aparelhagens e o talento dos artistas locais embalaram a abertura da segunda edição do Festival da Juventude, nesta sexta-feira, 4. Promovida pelo Governo do Amapá, na Vila Olímpica de Santana, a programação gratuita reúne cultura, esporte e oportunidades de empreendedorismo para os jovens.
Coordenada pela Secretaria de Estado da Juventude (Sejuv), a ação integra o calendário cultural do estado. O evento chega a Santana após o sucesso da primeira edição, realizada em Macapá, no mês de agosto, mantendo o foco no protagonismo juvenil.
"O Festival da Juventude é uma política contínua. Trouxemos esta segunda edição para Santana com o objetivo de fomentar o lazer e a economia criativa local, garantindo que a nossa juventude tenha um espaço seguro, com oportunidades e visibilidade", destacou a secretária interina da Juventude, Renata Freire.
O grande destaque da sexta-feira foi a programação musical no palco, com a presença do movimento das aparelhagens, um dos maiores símbolos da cultura da região Norte. A estrutura da "Mega Pressão 360", genuinamente santanense, agitou o público e reforçou a valorização dos profissionais da cidade.
O representante da equipe, Geovani Silva, celebrou a trajetória do grupo, que atua no mercado de Santana há três anos. A equipe começou com equipamentos menores, como carretinha e paredão de som, e hoje conta com uma estrutura completa, que já realiza turnês em municípios como Oiapoque e Laranjal do Jari.
"Para nós, é uma vitória muito grande. Começamos pequenos e fomos evoluindo. Estar aqui hoje, tocando com toda essa estrutura e valorizando nossos DJs e artistas locais, é o reconhecimento de muito trabalho", afirmou Geovani.
A batida contagiante atraiu a juventude santanense, que esteve presente para dançar ao som do "marcante" e do "tecno melody". O jovem Michael Luan, de 24 anos, curtiu os shows acompanhado de amigos, que também apreciam a cultura das aparelhagens e não perderam a oportunidade de prestigiar a festa.
"A gente se reuniu para vir curtir o som que a gente mais gosta. Ter um evento gratuito, com essa qualidade e perto de casa, é muito bacana para reunir a galera", comentou Michael.
O entusiasmo com os ritmos regionais foi compartilhado por outros jovens presentes na arena, como Leo Queiroz, de 23 anos, e Maria Luisa, de 19 anos.
Além da força musical no palco, a primeira noite contou com batalhas de rima, disputas de breaking e espaços interativos, como a Área Gamer e a Área de Esportes.
O festival segue neste sábado, 5, consolidando o encontro de ritmos com o aguardado show do rapper nacional Djonga, além de diversas atrações culturais locais.
