O número de estudantes do 2º ano do ensino fundamental que leem com fluência na rede pública do Amapá, incluindo as redes municipais e a rede estadual, passou de 3.835, em março, para 6.541, em junho. O crescimento é de aproximadamente 70,6%.
O resultado foi divulgado no dia 3 de setembro pelo Regime de Colaboração Criança Alfabetizada aos 16 municípios do estado e à rede estadual, por meio do Comitê Local que acompanha os indicadores da rede estadual na capital, onde está concentrada a maior parte das matrículas dos anos iniciais.
Os dados foram apresentados durante o Encontro de Diretores da Rede Estadual, realizado na quinta-feira, 3 de setembro, no Palácio do Governo, em Macapá. O evento reuniu cerca de 150 gestores escolares das áreas urbana, quilombola, Bailique e rural, além de coordenadores pedagógicos e representantes do Ministério Público e do Conselho Estadual de Educação do Amapá (CEE/AP).
Avanços nos indicadores
Os dados abrangem as 16 redes municipais e a rede estadual.
Na avaliação de entrada, realizada em março, foram identificados 3.835 estudantes leitores entre os 12.414 alunos matriculados no 2º ano do ensino fundamental.
Já na avaliação formativa, realizada até 30 de junho, foram identificados 6.541 estudantes que leem com fluência.
Para a coordenadora do Regime de Colaboração PAAP, da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Débora Vale, o avanço é resultado de ações como a formação continuada de professores e o acompanhamento sistemático dos indicadores de aprendizagem.
“O nosso foco é alfabetizar 100% dos nossos alunos. A avaliação do meio do ano vem como um termômetro para a condução das ações e para o avanço da aprendizagem. Essa avaliação, que chamamos de formativa, apontou o crescimento dos resultados, com 6.541 alunos lendo com fluência.”
Comitê estadual
Criado em fevereiro de 2026 pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), o Comitê acompanha os indicadores e auxilia as escolas estaduais da capital na definição de estratégias para melhorar os resultados de aprendizagem.
Com base nos diagnósticos, as unidades escolares recebem:
- apoio por meio de visitas técnicas;
- formações pedagógicas e materiais orientadores;
- elaboração de planos de ação específicos para as necessidades de cada escola.
A professora Danielle Dias, presidente do Comitê da Rede Estadual, reforça que a análise dos dados aproximou a gestão do cotidiano das salas de aula e possibilitou a adoção de intervenções mais direcionadas às necessidades dos estudantes.
Reconhecimento e próximos passos
Durante o Encontro de Diretores da Rede Estadual, também foram apresentados:
- experiências bem-sucedidas de cinco escolas de diferentes territórios;
- o Guia de Ações Prioritárias de Alfabetização;
- a Carta Compromisso para a Alfabetização;
- certificados de reconhecimento às escolas que alcançaram desempenho na faixa considerada desejável.
Para o segundo semestre, o objetivo é manter o acompanhamento das ações até 4 de dezembro, data prevista para a divulgação, pelo Regime de Colaboração, dos resultados da avaliação final.
O planejamento inclui a continuidade das avaliações, formações e capacitações profissionais, além de intervenções pedagógicas focadas nas necessidades específicas de cada escola.
