O juiz Almiro do Socorro Avelar Deniur, da 2ª Vara Criminal de Santana, condenou a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado um capitão do Corpo de Bombeiros do Amapá réu por estupro de vulnerável cometido contra a própria sobrinha, uma menina de 12 anos. O crime aconteceu na casa dele na madrugada do dia de Natal, em 25 de dezembro de 2020.
Josué Rodrigues Lima foi preso preventivamente na época do crime e seguirá na cadeia em função da decisão também negar o direito dele responder em liberdade.
"Em razão da pena e regime aplicados, bem como por permanecerem os requisitos da prisão preventiva, deixo de conceder o direito de recorrer em liberdade", assinou o juiz na sentença.
A decisão do magistrado também decreta a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação. O G1 não localizou a defesa dele.
O Corpo de Bombeiros informou dois dias após o crime que abriu investigação interna para apurar a conduta do capitão.
Violência sexual
De acordo com a Polícia Militar (PM), a mãe da vítima contou que a filha foi dormir na noite de 24 de dezembro na residência de uma prima dela que é casada com o militar. Na sexta-feira, a mãe observou que a criança estava nervosa ao receber uma ligação dessa prima.
Questionada, a menina contou à mãe sobre o abuso sexual que sofreu. A menina narrou que estava no quarto do filho do primo de 2 anos quando mandou uma mensagem ao militar pedindo uma foto feita durante a ceia de Natal. Foi quando o militar mandou uma imagem de cunho sexual.
Durante a madrugada foi até o quarto onde a menina estava e cometeu os abusos, interrompidos quando a esposa do militar, tia da vítima, bateu na porta, que estava trancada.
O caso foi denunciado à polícia, que comunicou o fato aos oficiais superiores da PM e Corpo de Bombeiros e realizou a apresentação do suspeito na delegacia.
Ele chegou a ser liberado em 26 de dezembro mediante medidas cautelares, mas foi preso preventivamente cinco dias depois a pedido da Polícia Civil em função de denúncias da mãe da menina que alegou estar sendo ameaçada.
Fonte: G1-AP / Foto: Polícia Civil/Divulgação
