Deflagrada nesta terça-feira (1º), a operação “Cruce”, da Polícia Federal (PF), apura no Amapá o crime de promoção de migração ilegal. A investigação tem como alvo um homem que cooptava estrangeiros e cobrava 500 dólares de cada um para custear a logística de viagem com entrada ilegal no país e ida para outros estados brasileiros.
Os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão em Macapá.
Só este ano, a apuração identificou mais de 30 pessoas como vítimas da promoção ilegal pelo investigado.
Durante as investigações, a PF descobriu que os estrangeiros faziam a rota Haiti/Suriname/Guiana Francesa e entravam no Brasil pelo município de Oiapoque, no Norte do Amapá. Depois, chegavam à capital do estado para se hospedarem num hotel no bairro São Lázaro, na Zona Norte de Macapá.
Foi nesse local que a operação cumpriu os dois mandados nesta terça-feira.
A PF explicou que a operação é fruto de uma denúncia feita diretamente ao órgão, dando conta de que uma pessoa que trabalha como “pirateira”, cooptando esses estrangeiros e fazendo o transporte irregular, principalmente de haitianos.
Em 2021, três operações (uma dela com três fases) já foram deflagradas pela PF no Amapá para combater a prática da migração ilegal, especificamente entre o Brasil e a Guiana Francesa:
- (11/02) - 1ª fase da "Quinino": PF prende 3 por tráfico internacional em rota através do Suriname e Guiana Francesa
- (03/03) - 2ª fase da "Quinino": PF desmontou 2ª quadrilha que fazia tráfico e migração ilegal
- (17/04) - 3ª fase da "Quinino": PF prendeu investigado por tráfico
- (26/05) - "Catraia": PF investiga tráfego de pessoas para garimpos entre o Brasil e a Guiana Francesa
- (01/06) - "Cruce"
Fonte: G1-AP / Fotos: PF/Divulgação
