O governo do Amapá atualizou na manhã desta quarta-feira (1º) os números sobre o novo coronavírus no estado. O boletim divulgado às 11h aponta que são 11 casos confirmados de Covid-19, todos em Macapá. O único novo caso registrado desde a última atualização do boletim, um homem de 41 anos, foi confirmado pelo Laboratório Central do Amapá (Lacen) nesta manhã.
A quantidade de casos suspeitos que aguardam por resultados de exames permanece a mesma, 383; e 11 dos 16 municípios têm indícios de infecção pelo novo coronavírus. Confira a seguir os dados informados:
- Confirmados: 10 casos, todos em Macapá
- Suspeitos: 383 casos
- Descartados: 229 casos
Municípios com casos suspeitos
- Macapá - 322
- Santana - 33
- Oiapoque - 12
- Porto Grande - 5
- Laranjal do Jari - 3
- Pedra Branca do Amapari - 2
- Tartarugalzinho - 2
- Calçoene - 1
- Cutias do Araguari - 1
- Ferreira Gomes - 1
- Vitória do Jari - 1
Na terça-feira, o governo informou que, dos 10 casos confirmados, 1 estava em isolamento hospitalar e 9 eram acompanhados em casa. Nesta quarta-feira, a informação não foi atualizada.
Entre os pacientes confirmados no estado está o desembargador-presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), João Lages, de 53 anos. Os outros infectados são homens e mulheres com idades entre 31 e 63 anos.
- REGRAS: Decreto suspende serviços por 15 dias
- MAPA DO CORONAVÍRUS: Confira as cidades infectadas pelo país
- DÚVIDAS: Veja mais de 40 perguntas e respostas
- GUIA ILUSTRADO: Conheça mais sobre o Covid-19
Até 12h desta quarta-feira, o Brasil registrou mais de 5,9 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus e superou o número de 200 mortes pela Covid-19.
As primeiras amostras para análise foram enviadas para o Instituto Evandro Chagas, em Belém. Agora já são realizados exames para detecção do Covid-19 no Lacen do Amapá. No sábado (28) foi confirmado o 1º caso de transmissão local no estado, uma mulher de 36 anos.
Em Macapá, atualmente, as UBSs Lélio Silva, no bairro Buritizal, na Zona Sul, e Marcelo Cândia, no bairro Jardim Felicidade, na Zona Norte, são referência no atendimento a pacientes suspeitos do novo coronavírus, porque é onde estão os materiais para coleta de amostras para exames.
Comércio e outros serviços fechados
Desde o dia 20 de março vale o decreto do governo do Estado que suspendeu por 15 dias atividades comerciais e de lazer com objetivo de restringir a circulação de pessoas no estado. Confira a seguir quais atividades ficam suspensas, segundo o decreto:
- estabelecimentos comerciais, comércios ambulantes e informais;
- feiras;
- shopping centers;
- cinemas;
- clubes de recreação e clubes sociais;
- buffet, bares, restaurantes, lanchonetes, sorveterias;
- academias de ginástica;
- boates, teatros, casas de espetáculos, casas de shows, centros culturais, circos;
- clínicas de estética;
- balneários públicos e privados com acesso ao público;
- lojas de conveniências;
- casas lotéricas;
- eventos religiosos em templos ou locais públicos, de qualquer credo ou religião, inclusive reuniões de sociedades ou associações sem fins lucrativos;
- estádios de futebol, ginásios e quadras poliesportivas e/ou qualquer local esportivo que tenham aglomeração de pessoas;
- agrupamentos de pessoas em locais públicos.
Não são afetadas as atividades ligadas à área da saúde (estabelecimentos médicos, hospitalares, laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos, farmácias de manipulação, psicológicos, clínicas de fisioterapia e de vacinação humana) e de segurança pública (Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Procon).
Deverão manter as "atividades predominantes" empreendimentos como distribuidoras, revendedoras ou indústrias de alimentos, medicamentos, produtos de limpeza e higiene, água, gás, postos de combustíveis, supermercados, o "minibox", batedeiras de açaí, delivery, açougues, peixarias e padarias. Porém, é vedado o consumo no local.
Os restaurantes em hotéis, por exemplo, que atendam somente hóspedes, poderão funcionar com mesas separadas pela distância mínima de dois metros entre elas.
Os transportes estão sujeitos a restrições a serem estabelecidas pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) e pela Secretaria de Estado do Transporte (Setrap).
O decreto define ainda que as instituições de segurança pública deverão fiscalizar o cumprimento das novas regras, "podendo aplicar as sanções previstas nas legislações específicas".
Em Macapá, a prefeitura determinou que os bancos deverão atender por agendamento e a frota de ônibus vai atuar com 30% do efetivo.
