Sexta, 11 de Setembro de 2026 · Macapá-AP Portal Eleições 2026 Municípios
Amapá Digital Amapá Digital
Premium
Últimas
Setembro Amarelo: Educação do Amapá promove ação de acolhimento e valorização da vida Carros elétricos exigem adaptações em elevadores, oficinas e até nas garagens Polícia Civil prende Mulher em flagrante por tráfico de drogas em Porto Grande Batalhão de Força Tática prende três indivíduos por tráfico de drogas durante a 'Operação Enfrentamento' às Orcrim’s Campanha 'Fogo Controlado, Floresta Protegida' leva orientações sobre queimadas a municípios do Amapá Direito de ser compreendido: Justiça do Amapá assegura acessibilidade linguística a indígena Karipuna em processo judicial Fórum Mercado 360° gratuito debate novas oportunidades para pequenos negócios nesta sexta (11) Governo Federal anuncia a demarcação de 668 mil ha para conservação Governo do Amapá Entrega o Novo Parque Firme da Ponte do Cai N'água em Macapá Fiscalização usa tecnologia em campo para identificar incêndios e combater crimes ambientais no Amapá Governo do Amapá participa pela primeira vez de monitoramento nacional que protege a alimentação e o aleitamento na primeira infância Governo do Amapá orienta sobre a importância do pré-natal para prevenir riscos na gestação Entenda como funciona a instalação de fibra óptica em rios amazônicos Alunos de Serra do Navio e Laranjal do Jari vencem primeiro dia de Festival de Bandas e Fanfarras do Governo do Amapá Governo do Amapá realiza ação de saúde com atendimento em Libras para comunidade surda Rádio Difusora de Macapá completa 80 anos de história no Amapá Setembro Amarelo: Educação do Amapá promove ação de acolhimento e valorização da vida Carros elétricos exigem adaptações em elevadores, oficinas e até nas garagens Polícia Civil prende Mulher em flagrante por tráfico de drogas em Porto Grande Batalhão de Força Tática prende três indivíduos por tráfico de drogas durante a 'Operação Enfrentamento' às Orcrim’s Campanha 'Fogo Controlado, Floresta Protegida' leva orientações sobre queimadas a municípios do Amapá Direito de ser compreendido: Justiça do Amapá assegura acessibilidade linguística a indígena Karipuna em processo judicial Fórum Mercado 360° gratuito debate novas oportunidades para pequenos negócios nesta sexta (11) Governo Federal anuncia a demarcação de 668 mil ha para conservação Governo do Amapá Entrega o Novo Parque Firme da Ponte do Cai N'água em Macapá Fiscalização usa tecnologia em campo para identificar incêndios e combater crimes ambientais no Amapá Governo do Amapá participa pela primeira vez de monitoramento nacional que protege a alimentação e o aleitamento na primeira infância Governo do Amapá orienta sobre a importância do pré-natal para prevenir riscos na gestação Entenda como funciona a instalação de fibra óptica em rios amazônicos Alunos de Serra do Navio e Laranjal do Jari vencem primeiro dia de Festival de Bandas e Fanfarras do Governo do Amapá Governo do Amapá realiza ação de saúde com atendimento em Libras para comunidade surda Rádio Difusora de Macapá completa 80 anos de história no Amapá
Publicidade
✒ Artigo

ESG: é preciso sair do discurso para a prática

ESG: é preciso sair do discurso para a prática

As práticas de ESG, sigla que em inglês significa Environmental, Social e Governance (Ambiental, Social e Governança, em português), estão cada vez mais em evidência no mundo corporativo, mas há muita confusão com relação à aplicação desses preceitos.

Na maioria das empresas, algumas ações são executas com esse foco, mas é preciso que se entenda que isso não basta. A responsabilidade social, a transparência na gestão e o desenvolvimento sustentável, componentes importantes em ESG, devem fazer parte da cultura organizacional, estar presentes em todos os setores, do RH ao Marketing, passando por Compras, Finanças, Comunicação e Direção. Devem estar no DNA.

Todas as atividades executadas precisam levar em conta as premissas que norteiam o conceito de ESG. Ou seja, o importante não é apenas gerar receita, mas promover o bem-estar das pessoas e reduzir os riscos ao meio ambiente – não poluir, ser eficiente no uso dos recursos e socialmente inclusiva. As empresas do futuro, aquelas que colocam em prática hoje o que lá na frente sabem que serão fundamentais para a sua sobrevivência, têm apostado nessa linha para se manterem competitivas. 

Relatório coordenado pelo l’Institut de l’Entreprise, la Fondation Nationale pour l’Enseignement de la Gestion des Entreprises (FNEGE) e pela PwC France, intitulado "l’entreprise full RSE, de la prospective à la pratique, la vision des professionnels", preconiza como empresa do futuro as organizações que elaboram suas estratégias na criação de valor para a sociedade e que se preocupam com a sua contribuição para o desenvolvimento sustentável global – e não apenas local. 

As empresas que seguem essa dinâmica, ao contrário do que muita gente pensa, têm se sobressaído como as mais rentáveis no longo prazo. É o que aponta o estudo “Empresas Humanizadas do Brasil”, realizado pela startup Humanizadas, em parceria com o Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB). Publicado em 2021, o estudo mapeou as principais empresas do país, em um período de 20 anos, entre 2000 e 2019. A conclusão a que se chegou é que a rentabilidade das organizações mais éticas foi três vezes e meio superior à média das 500 maiores empresas do país.

O levantamento foi feito com base em mais de 36 mil entrevistas, em um universo de 3,8 mil empresas, 226 instituições, 7,7 milhões de clientes e 380 mil consumidores. Foram analisados resultados financeiros, processos e práticas corporativas, incluindo indicadores como satisfação dos clientes e colaboradores e taxa de resposta às reclamações recebidas.

As boas práticas, portanto, geram lucros, e são fundamentais no cenário atual, com cidadãos que começam a perceber a relevância de gestos efetivos para o bem-estar de todos no planeta. E quanto maior o nível de acesso à educação, a tendência é aumentar as exigências nesse sentido, porque a conscientização também será teoricamente maior.

Para os que quiserem ingressar nesse caminho e não ficar pra trás com relação aos concorrentes, saiba que as mudanças necessárias para a sustentabilidade, sejam elas de cunho pessoal ou empresarial, passam pela eliminação do desperdício, com administração eficiente dos recursos – em todos os níveis (e aqui entra água e energia elétrica também); redução da dependência de combustíveis fósseis e tratamento adequado dos poluentes, contribuindo para a diminuição de gases de efeito estufa na atmosfera; e gestão de resíduos, privilegiando os recicláveis.

Os benefícios da sustentabilidade para as empresas são inúmeros e, como já explicitado aqui, se traduzem em organizações mais rentáveis, porque passam a melhor gerir os recursos disponíveis, reduzindo custos com desperdícios e com excessos e otimizando os processos. 

De forma adicional e não menos importante, ganham a simpatia do consumidor, da sociedade, construindo uma boa imagem perante a opinião pública, além de se posicionarem de forma diferenciada e com vantagem competitiva no mercado, atraindo investimentos e parcerias e ajudando a melhorar a qualidade de vida da população. 

Os desafios ainda são muitos para termos um ambiente predominante sustentável, nas empresas brasileiras e em todo o mundo. Mas é preciso começar e que seja de forma efetiva, não apenas no discurso, mas como parte da cultura organizacional. 

Os impactos ambientais e sociais das atividades empresariais precisam ser mitigados e tratados com transparência. O futuro depende da nossa visão e desse novo comportamento que o mercado requer. 

Marcellus Campêlo

Marcellus Campêlo

Engenheiro civil, especialista em Saneamento Básico e em Governança e Inovação Pública; ocupa, atualmente, a segunda vice-presidência do União Brasil Amazonas e é membro titular do diretório da Federação União Progressista, pré-candidato a deputado estadual

Mais artigos

Ver todos →