Terça, 27 de Outubro de 2026 · Macapá-AP Portal Eleições 2026 Municípios
Amapá Digital Amapá Digital
◆ Premium
Últimas
Cães auxiliam na detecção do câncer de mama em projeto apoiado pela Royal Canin IFI projeta que cumprimento da meta fiscal de 2027 pode exigir corte de R$ 35,7 bilhões MJSP investe R$ 6,3 milhões em 184 drones para combater o crime organizado Ministério da Justiça divulga balanço das operações de segurança no segundo turno das eleições Polícia Civil prende liderança de facção criminosa e braço direito na zona sul de Macapá Estudantes brasileiros participam da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica no Paraguai Rede Enem inicia transmissões ao vivo de revisão para mais de 5 milhões de inscritos no Enem Futuro secretário de Meio Ambiente do Pará advogou para multados pela pasta Prospera MEI: no Amapá, mais de 20 mil de microempreendedores individuais poderão ser beneficiados por medidas de apoio ao setor Pela primeira vez, cliente do Amapá ganha dois prêmios na promoção Energia em Dia Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine e IZA lideram ranking das famosas com as mãos mais bonitas do Brasil Programa de estágio Pirelli 2027 chega à última semana de inscrições CIEE disponibiliza 11 vagas de estágio para estudantes do Amapá TJAP funciona em regime de plantão de 30 de outubro a 2 de novembro Líderes governistas celebram vitória de Lula; oposição critica prorrogação da votação e lamenta resultado Maioria de oposição no Congresso será desafio para governo Lula, dizem analistas Cães auxiliam na detecção do câncer de mama em projeto apoiado pela Royal Canin IFI projeta que cumprimento da meta fiscal de 2027 pode exigir corte de R$ 35,7 bilhões MJSP investe R$ 6,3 milhões em 184 drones para combater o crime organizado Ministério da Justiça divulga balanço das operações de segurança no segundo turno das eleições Polícia Civil prende liderança de facção criminosa e braço direito na zona sul de Macapá Estudantes brasileiros participam da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica no Paraguai Rede Enem inicia transmissões ao vivo de revisão para mais de 5 milhões de inscritos no Enem Futuro secretário de Meio Ambiente do Pará advogou para multados pela pasta Prospera MEI: no Amapá, mais de 20 mil de microempreendedores individuais poderão ser beneficiados por medidas de apoio ao setor Pela primeira vez, cliente do Amapá ganha dois prêmios na promoção Energia em Dia Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine e IZA lideram ranking das famosas com as mãos mais bonitas do Brasil Programa de estágio Pirelli 2027 chega à última semana de inscrições CIEE disponibiliza 11 vagas de estágio para estudantes do Amapá TJAP funciona em regime de plantão de 30 de outubro a 2 de novembro Líderes governistas celebram vitória de Lula; oposição critica prorrogação da votação e lamenta resultado Maioria de oposição no Congresso será desafio para governo Lula, dizem analistas
Publicidade
JOGOS EXCLUSIVOS DO AMAPÁ
✒ Artigo

ESTRANHA DEMOCRACIA SERIA A NOSSA!

         Estranha democracia seria a nossa se não pudéssemos expressar opinião no leito vulgar das ruas e no underground das redes sociais. Desqualificada seria nossa democracia se ministros do STF, congressistas, jornalistas e veículos de comunicação fossem imunes à crítica, como pretendem. E note-se: cobram essa imunidade, sem conceder reciprocidade, enquanto criticam todos, especialmente a sociedade e o presidente da República.

         A vitória de Bolsonaro aprofundou a cisão política entre os brasileiros. Gerou uma onda nacional e internacional de inconformidades e aplausos a que nem o papa ficou imune. Ainda que Bolsonaro fosse o príncipe perfeito, coisa que nunca foi, a onda se formaria. Valeriam contra ele (como escrevi outro dia) as razões expostas pelo lobo ao cordeiro, narradas por Esopo há 25 séculos. O fato quase milagroso de haver vencido a eleição presidencial nos dois turnos, sem dinheiro e sem tempo de TV, parece nada haver ensinado a olhos cegos e ouvidos surdos, sobre as razões dessa vitória.

Um dia será necessário fazer a necropsia da capacidade de análise que em 28 de outubro de 2018 morreu de morte súbita, sem flores nem amores. Houvesse sobrevivido, teria facilmente reconhecido o fato de que aquela data assinalou uma opção democrática do eleitorado por posição política em quase tudo divergente da que hegemonizara o país desde a Constituinte de 1988.  Cinquenta e sete milhões de eleitores optaram por combate à impunidade e à criminalidade, por rigor da lei penal e pela celeridade dos processos penais, por educação sem partido, pela proteção da família e da inocência das crianças, pelo direito de defesa, contra a ditadura do politicamente correto e contra o socialismo que nos quebrou enquanto se instalava. Em consonância com a posição unânime da mídia, a maioria do eleitorado de 2018 quis expurgar de nossas práticas políticas a compra de votos para proporcionar ao governo apoio parlamentar.

Em vão! A maior parte do Congresso e do STF, ao longo de todo o ano de 2019, evidenciou querer outro presidente e outro programa. A "maioria de conveniência" do Supremo continuou em seu afã de amestrar a opinião pública. A maioria do Congresso emitiu todos os sinais de uma enferma nostalgia pelas anteriores práticas políticas, pelos cargos, pelas emendas, pelas oportunidades de negócio. Em sucessivos atos de vingança contra a Lava Jato, ampliaram de modo criativo e infatigável as notórias dificuldades da persecução penal.  Legalmente inocente, imaculada como anjinhos de Rafael, a fina flor da corrupção corre mundo mentindo sobre o Brasil.

No dia 15 de março, as ruas expressarão seu repúdio a esse turismo despudorado, a essa ideologia que desejam impor sem voto. Maldiremos, também, a retórica espertalhona que tenta confundir o repúdio a certos membros das instituições com repúdio às próprias instituições. Paradoxalmente, querem que isso valha para si, mas não serve à instituição da presidência quando eles mesmos atacam o presidente. Dá-me a virtude da paciência, Senhor!

A prova dos nove do que aqui está dito seria juntada aos autos do processo histórico se o presidente repetisse as práticas anteriores e comprasse 300 unidades de voto parlamentar do blocão, ou do centrão. A bom preço, até os anjinhos de Rafael voltariam para a gaiola.

Percival Puggina

Percival Puggina

73 anos, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar.

Mais artigos

Ver todos →

LULA, O PAPA E A DESINFORMAÇÃO

O papa Francisco recebeu Lula em audiência privada. O fato prova quanto é bem sucedida a campanha de desinformaçã...

OS CORRUPTOS CONTRA-ATACAM

         Todos nós esperávamos que o ano de 2019, com aperfeiçoamento do suporte legal e insti...

TOFFOLI E A PROSTITUIÇÃO DO HUMOR

         O ministro Dias Toffoli, num laudatório à liberdade de expressão e sob aplauso da m&i...

A IMPUNIDADE DOS "FIDALGOS"

         Quando leio a Lei de Abuso de Autoridade, recheada de subjetividade e desapreço à persecu&cc...

E O GIGANTE ACORDOU

         Quem espichar os olhos para nosso passado recente vai se deparar com uma sequência inédita de...