Legislativo

Parlamento amapaense reforça defesa das mulheres com leis e ações de proteção



A Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (Alap) tem consolidado, ao longo dos anos, uma atuação voltada à defesa dos direitos das mulheres por meio da criação de leis e do fortalecimento de políticas públicas específicas. Atualmente, o Parlamento conta, em sua sede, com a Procuradoria Especial da Mulher, órgão responsável por articular, acompanhar e propor ações em defesa dessa pauta.

Com a implementação de legislações e a realização de campanhas institucionais, a Assembleia Legislativa reforça seu papel na promoção da equidade de gênero e na construção de uma rede de proteção e oportunidades para as mulheres amapaenses.

De acordo com a procuradora adjunta da Mulher, Zeneide Costa (Podemos), o trabalho desenvolvido pela Casa está voltado ao compromisso de garantir proteção, dignidade e segurança às cidadãs do estado.

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“A Assembleia Legislativa tem criado diversas leis em várias áreas para defender as mulheres. Isso tem gerado um impacto social muito positivo. Temos percebido que muitas estão denunciando as agressões, perderam o medo e estão buscando ajuda, pois sabem que esse é um direito e que terão todo o apoio das deputadas e da Casa Legislativa”, destacou a parlamentar.

Entre as legislações de destaque está a Lei nº 930, de 2005, que autoriza o Poder Executivo a destinar 10% das unidades habitacionais construídas pelos programas de moradia do Estado às mulheres que comprovem ser as principais responsáveis pela manutenção financeira da família. A medida garante prioridade no acesso à moradia para chefes de família em situação de vulnerabilidade social.

No enfrentamento à violência doméstica, a Lei nº 1.963, de 2015, tornou obrigatória a distribuição do dispositivo de segurança conhecido como “botão do pânico” para mulheres vítimas de violência, mesmo quando já possuem medida protetiva. Ao ser acionado em situação de risco iminente, o equipamento envia alerta à unidade policial mais próxima, que desloca uma viatura para atendimento imediato.

A Alap também instituiu a Campanha Estadual 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e as Meninas, por meio da Lei nº 3.258, de 2025. A iniciativa tem caráter educativo, cultural e preventivo, com o objetivo de conscientizar a sociedade, combater a violência e promover o respeito à vida, à dignidade e à cidadania feminina.

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Outro avanço importante foi a consolidação do Código Amapaense da Mulher (CAM), atualizado pela Lei nº 3.021, de 2024. O documento reúne 62 leis estaduais em um único instrumento jurídico, facilitando o acesso às normas relacionadas à proteção, saúde e aos direitos das mulheres, além de fortalecer a aplicação das políticas públicas.

A legislação estadual também contempla políticas específicas para mulheres escalpeladas. A Lei nº 2.997, de 2023, estabelece diretrizes para a implementação de ações voltadas à proteção, assistência e promoção de direitos dessas mulheres, vítimas de amputação total ou parcial do couro cabeludo, seja por acidente ou por violência.

Já a Lei nº 3.390, de 2025, instituiu a Campanha Permanente “Não é Não”, incorporada ao Código Amapaense da Mulher. A proposta visa prevenir e enfrentar o assédio, a importunação sexual e outras formas de violência contra mulheres em eventos públicos, culturais, esportivos e festivos, com ações articuladas entre o poder público e a sociedade civil.

No campo da autonomia econômica, a Lei nº 2.366, de 2018, criou a Política Estadual de Estímulo ao Empreendedorismo Feminino, incentivando, apoiando e fortalecendo iniciativas lideradas por mulheres. A medida busca ampliar a geração de emprego e renda e promover maior participação feminina no desenvolvimento econômico do Amapá.

Para saber mais sobre a legislação voltada às mulheres, acesse:
(https://maismulher.al.ap.leg.br/)

Veja alguns trabalhos

 



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