Amapá Digital | Sexta-Feira, 06 de março de 2026.
O número de passageiros de companhias aéreas que sofreram com cancelamentos de voos durante o Carnaval no Brasil foi 87% maior este ano do que o verificado em 2025. No ano passado, 26.950 passageiros tiveram seus voos cancelados entre a sexta-feira de carnaval e o domingo da semana seguinte (28/02 a 09/03). Este ano, no mesmo intervalo do recesso (13/02 a 22/02), o número saltou para 50.420 passageiros afetados pelo problema.Os dados são da AirHelp, empresa global de tecnologia de viagens, que auxilia passageiros impactados por atrasos e cancelamentos de voos. De acordo com o levantamento, 2,5 milhões de passageiros embarcaram nos aeroportos brasileiros em 2025 no período analisado. Em 2026, foram 3,4 milhões. No ano passado, 1 em cada 95 passageiros tiveram voos cancelados. Este ano 1 em cada 69 sofreu com o problema.Os atrasos superiores a 3 horas também cresceram nos aeroportos brasileiros no período analisado. Em 2025, no período de carnaval, 10.200 passageiros tinham enfrentado atrasos desta magnitude. Este ano, o número praticamente dobrou e 21 mil passageiros passaram pelo transtorno.Na análise de proporcionalidade, em 2025, um em cada 251 passageiros teve o voo atraso por mais de três horas. Este ano, o índice foi de 1 para cada 94 passageiros.Judicialização no BrasilAtrasos superiores a três horas e cancelamentos de voos, quando não provocados por questões meteorológicas ou de força maior, podem dar origem a pedidos de indenização às companhias aéreas.“Diante da baixa capacidade que as companhias aéreas têm para resolver conflitos, o consumidor brasileiro se vê obrigado a recorrer ao Judiciário para fazer valer seus direitos – que são garantidos por lei”, analisa Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil.Compensação de passageiroPara reivindicar uma indenização, os passageiros devem estar cientes de certas condições. A primeira é verificar se o atraso ou cancelamento realmente causou sofrimento, estresse ou lesão ao usuário. Acontecimentos como faltar a uma consulta médica importante, cancelamento de contrato, demissão ou afastamento de um acontecimento de grande relevância emocional podem dar origem a um pedido de indenização junto à companhia aérea. Se o passageiro já sofreu os chamados danos morais e pode prová-los, há possibilidade de obtenção de indenização financeira de até R$ 10.000 por pessoa.O passageiro tem mais chance de obter uma compensação financeira quando a companhia aérea é a responsável direta pela interrupção do voo, por problemas técnicos ou falta de tripulação, por exemplo. Mesmo em situações de força maior, os passageiros continuam a ter direito à informação adequada e à assistência prevista em lei.“O conjunto de direitos dos passageiros aéreos que temos no Brasil é orientado para o cliente e oferece aos passageiros aéreos uma grande consideração, especificando exatamente quais os cuidados que as companhias aéreas devem oferecer e quando, em caso de problemas de voo. No entanto, a lei é muito vaga quando se trata de critérios de compensação e pode ser um desafio para um único indivíduo sem conhecimento especializado interpretar a lei corretamente. Entre os principais motivos pelos quais os passageiros brasileiros não reivindicam seus direitos em caso de problemas de voo, podemos encontrar: falta de conhecimento sobre como fazer uma reclamação, mas também falta de consciência dos direitos dos passageiros”, diz Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil. Leis que protegem os passageiros no BrasilQuem voa no Brasil está amparado pelo Código de Defesa do Consumidor e pela legislação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que definem as responsabilidades das companhias aéreas sempre que houver problemas de voo.A legislação brasileira abrange voos domésticos, voos internacionais com partida ou chegada em aeroportos brasileiros e voos com conexão em aeroportos do país.A proteção é válida quando:
Para mais informações, visite o site da AirHelp. Sobre a AirHelpA AirHelp é uma empresa de tecnologia de viagens que auxilia passageiros em casos de interrupções de voos. Desde 2013, ajudou aproximadamente 3 milhões de passageiros a receberem indenizações em situações de atraso ou cancelamento de voos. Atualmente, mais de 12 milhões de passageiros utilizam os benefícios do AirHelp+, e milhões de outros já foram atendidos por meio das informações gratuitas disponíveis no site da empresa.A AirHelp também investe em um futuro mais sustentável, comprometendo-se a plantar uma árvore a cada 100 interrupções de voos. Até o momento, 198.489 árvores já foram plantadas. Ao defender os direitos dos passageiros, a empresa cuida das pessoas e, consequentemente, do planeta.
VOLTAR A PÁGINA PRINCIPAL