Amapá Digital | Quinta-Feira, 26 de fevereiro de 2026.
A bioeconomia brasileira entrou em uma nova fase pós-COP30 e se prepara para dar um salto em termos de execução neste ano, segundo especialistas do setor. Os próximos cinco anos serão decisivos para o Brasil consolidar sua liderança em biodiversidade e desenvolvimento econômico sustentável, na avaliação da economista Talita Pinto, diretora-executiva do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV).
“Vemos um movimento concreto para que a bioeconomia saia do palco teórico para o campo prático, que beneficie negócios, abertura de novos mercados e se torne modelo para diversos territórios. São negócios escaláveis e que atraem financiamento.”
Até poucos anos atrás, a bioeconomia era vista como um conceito ambiental promissor, mas de difícil mensuração, acrescenta a pesquisadora. A partir de agora, ganha “instrumentalização” e maior impulso por meio de políticas públicas, ativos financeiros e construção de métricas que comprovem suas vantagens econômicas.
“Temos visto dois grandes setores como vetores de inovação na bioeconomia amazônica, que são alimentos e cosméticos. No caso dos alimentos, despontam produtos com maior valor agregado, como os ‘superalimentos’, substitutos de refeições, baseados em cadeias como guaraná, cacau, castanha e mandioca. Nos cosméticos, vemos uma diversidade cada vez maior de competidores que já utilizam cadeias de valor, como a Natura. O desafio é penetrar mercado”, detalha Gabriela Souza, líder de operações na iniciativa de Novos Negócios do Idesam e gestora de operações da Amaz.
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