Amapá Digital | Quarta-Feira, 25 de fevereiro de 2026.
"Do ponto de vista macro, a pressão sobre o PIB brasileiro tende a ser mais setorial do que sistêmica, concentrada em empresas exportadoras, mas ainda assim relevante para margens e decisões de investimento no curto prazo", .Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos
“O anúncio das tarifas amplia a percepção de risco geopolítico e adiciona volatilidade ao ambiente global, com reflexos imediatos no câmbio, na bolsa e nos prêmios de risco. Mudanças nas regras do comércio internacional costumam gerar reprecificação rápida de ativos, principalmente nos setores mais expostos às exportações e às cadeias industriais integradas. Do ponto de vista macro, a pressão sobre o PIB brasileiro tende a ser mais setorial do que sistêmica, concentrada em empresas exportadoras, mas ainda assim relevante para margens e decisões de investimento no curto prazo. A intensidade desse impacto dependerá do alcance das exceções e da duração efetiva da medida. No mercado financeiro, o ajuste costuma aparecer primeiro na curva de juros e no dólar, com aumento de prêmio exigido para ativos de risco. Nesse contexto, o crédito estruturado pode ganhar espaço, já que empresas buscam alternativas mais flexíveis e previsíveis de financiamento diante de maior seletividade bancária. Para o investidor, o momento pede disciplina, diversificação e avaliação criteriosa da exposição a setores sensíveis ao comércio exterior, priorizando ativos com fundamentos sólidos e boa geração de caixa”, Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos.
“A imposição de tarifas amplia o nível de incerteza externa e pode afetar diretamente empresas exportadoras, pressionando margens e fluxo de caixa. Embora o efeito sobre o PIB brasileiro deva ser moderado no agregado, o impacto setorial pode ser relevante. Nesse cenário, o crédito estruturado tende a ganhar espaço porque oferece alternativas mais flexíveis e customizadas de financiamento, especialmente para empresas que precisam reorganizar capital de giro ou mitigar riscos comerciais. Investidores passam a valorizar estruturas com garantias sólidas, transparência e mecanismos de proteção. O momento pede análise técnica de risco e foco em operações bem estruturadas, capazes de atravessar períodos de maior volatilidade com equilíbrio entre retorno e segurança”, Gustavo Assis, CEO da Asset Bank.
“As tarifas ampliam o nível de tensão no ambiente global e elevam a cautela nos fluxos internacionais, mas não mudam a trajetória estrutural de inovação e transformação tecnológica. Do ponto de vista macroeconômico, o impacto sobre o PIB brasileiro tende a ser mais concentrado em setores diretamente expostos ao comércio exterior, enquanto o ecossistema de startups sente o efeito principalmente pelo canal da confiança e do custo de capital. Em momentos de maior incerteza, investidores de venture capital tendem a reforçar critérios de governança, disciplina financeira e previsibilidade de receita, priorizando modelos mais resilientes. Ao mesmo tempo, ciclos de tensão costumam estimular soluções inovadoras em áreas como logística, cadeias produtivas, eficiência industrial e substituição de importações, criando espaço para novos modelos de negócio. Para o investidor, o cenário pede seletividade e análise criteriosa, mas não paralisação. O capital mais estratégico busca empresas com capacidade de adaptação rápida, eficiência operacional e visão clara de longo prazo diante de mudanças no comércio internacional e na dinâmica geopolítica”, Antonio Patrus, Diretor da Bossa Invest.
“A medida eleva o grau de incerteza externa e pode reduzir a competitividade de alguns setores brasileiros no curto prazo, pressionando margens e decisões de investimento. No agregado, o impacto sobre o PIB tende a ser moderado, mas o canal de confiança pode amplificar efeitos setoriais. Em momentos assim, o crédito estruturado costuma avançar por oferecer previsibilidade e soluções sob medida para empresas que precisam ajustar fluxo de caixa e reorganizar passivos. Para o investidor, a orientação é manter equilíbrio de carteira, reforçar diversificação e priorizar ativos com fundamentos sólidos, atravessando a volatilidade com planejamento e gestão de risco adequada”, Pedro Ros, CEO da Referência Capital.
“As tarifas adicionam risco ao cenário internacional e elevam o prêmio exigido para ativos mais sensíveis ao comércio exterior. O impacto sobre o PIB brasileiro tende a ser concentrado em segmentos específicos, mas pode afetar confiança empresarial e decisões de investimento no curto prazo. Em contextos de incerteza, o crédito estruturado tende a crescer porque oferece soluções adaptáveis para capital de giro e reorganização financeira, especialmente quando empresas precisam mitigar riscos de receita e alongar compromissos. Para o investidor, a estratégia passa por reforçar diversificação, priorizar estruturas com proteção e governança e evitar concentração excessiva em setores diretamente impactados”, Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos.
“A nova rodada de tarifas impõe um choque de incerteza ao comércio global em um momento em que as economias emergentes buscavam estabilidade após ciclos intensos de aperto monetário. Do ponto de vista macro, tarifas elevam custo, reduzem margem e tendem a afetar volume de exportação, o que pode pressionar o PIB brasileiro na margem, principalmente em setores mais expostos ao mercado americano. Ainda assim, o impacto agregado depende da abrangência real das medidas e da capacidade de redirecionamento comercial. Em ambientes de maior volatilidade externa, o crédito estruturado costuma ganhar relevância porque empresas buscam previsibilidade de fluxo de caixa e alternativas mais flexíveis ao crédito bancário tradicional. Para o investidor, o momento não é de retração absoluta, mas de postura mais seletiva, diversificação de risco e foco em ativos com geração de caixa consistente”, João Kepler, CEO da Equity Group.
“Apesar de alguns setores específicos, como aço e alumínio, seguirem sujeitos a tarifas mais elevadas, o cenário geral mudou de forma relevante. A decisão da Suprema Corte reduziu distorções, diminuiu o risco sistêmico e trouxe maior previsibilidade ao comércio internacional. Com taxas globais mais baixas e uniformes, o ambiente externo torna‑se mais construtivo, melhora a competitividade das exportações brasileiras e reduz incertezas. Esse contexto abre espaço para a retomada de investimentos e para o uso do crédito como alavanca de crescimento, e não apenas como instrumento de proteção. Com menor risco sistêmico, o crédito deixa de ter caráter defensivo e volta a atuar como vetor de expansão, especialmente em estruturas mais sofisticadas e direcionadas. O crédito estruturado ganha relevância ao oferecer previsibilidade de fluxos, mitigação de riscos e melhor alocação de capital. Ainda assim, o momento exige crescimento com disciplina financeira”, Peterson Rizzo, Gerente de R.I da Multiplike.
“As novas tarifas elevam a incerteza e podem pressionar setores exportadores, limitando o ritmo de crescimento do PIB brasileiro. Não é um choque imediato, mas aumenta o risco para a atividade. Nesse cenário, o crédito estruturado tende a ganhar espaço, já que empresas buscam reorganizar caixa e alongar dívidas. Para o investidor, o momento pede postura mais defensiva, foco em qualidade e maior disciplina na gestão de risco”, André Matos, CEO da MA7 Negócios.
“A nova rodada de tarifas reforça um ponto central para o investidor de longo prazo: risco geopolítico não é evento raro, é variável estrutural do mercado global. Do ponto de vista macro, a medida pode pressionar setores exportadores e gerar volatilidade no câmbio e na bolsa, mas o impacto agregado sobre o PIB brasileiro tende a ser mais concentrado do que sistêmico. Para quem investe via ETFs, isso reforça a importância da diversificação por região, setor e classe de ativo. Momentos como esse não são convite à saída abrupta, mas à revisão estratégica de exposição, especialmente para quem estava concentrado em setores mais sensíveis ao comércio exterior. Educação financeira aqui é entender que ciclos de tensão criam ruído de curto prazo, mas também oportunidades para rebalanceamento disciplinado”, Fábio Murad, Economista e CEO da Super-ETF Educação.
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