Polícia Civil

PC desarticula esquema de "falsa central": 11 pessoas indiciadas e 4 empresas com bens bloqueados



A Polícia Civil do Estado do Amapá, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Fraude Eletrônica (DERFE), desarticulou uma organização criminosa especializada em golpes virtuais. A operação resultou no indiciamento de 11 pessoas e no bloqueio total de bens de todos os envolvidos, incluindo quatro pessoas jurídicas utilizadas para lavar o dinheiro do crime.

A investigação iniciou-se após uma vítima local sofrer um prejuízo de R$ 36.759,99 em março de 2025. O crime ocorria em duas etapas: atração da vítima via perfil falso de loja no Instagram e contato posterior simulando uma "Falsa Central de Segurança" bancária para induzir transferências.

EMPRESAS DE FACHADA E BLOQUEIO DE BENS

Por representação da Polícia Civil, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de bens das 11 pessoas físicas e de quatro pessoas jurídicas utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro.

A investigação apontou que os criminosos utilizavam CNPJs para dar aparência de legalidade às transações milionárias. Entre as empresas bloqueadas, identificou-se uma que movimentou mais de R$ 334 mil em apenas 38 dias, inteiramente via PIX, superando metade de seu faturamento anual declarado, enquanto outras funcionavam apenas como "contas de passagem" para dar vazão aos valores ilícitos.

A ROTA DO DINHEIRO E A TÉCNICA DE "SMURFING"

O Delegado Nicolas Bastos, responsável pelo caso, destaca o uso da técnica de lavagem de dinheiro conhecida como “smurfing” ou estruturação. A investigação identificou que, minutos após o golpe, os valores eram pulverizados em transferências quebradas — como R$ 999,00, R$ 998,00 e R$ 997,00 — propositalmente abaixo de R$ 1 mil para tentar burlar os alertas automáticos de segurança bancária.

INDICIAMENTO

Ao final, 11 pessoas físicas foram indiciadas pelos crimes de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. A Polícia Civil reforça: bancos nunca solicitam transferências para "desbloquear" contas.

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