Amapá Digital | Sábado, 17 de janeiro de 2026.
A campanha nacional chama a atenção para diagnóstico precoce, tratamento gratuito e redução do estigma de uma doença que ainda é um desafio de saúde pública no Brasil.
O Governo do Estado do Amapá intensificou, neste início de ano, as ações de conscientização sobre a hanseníase, doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae e ainda cercada por desinformação.A hanseníase se manifesta principalmente por manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas na pele, associadas à diminuição ou perda de sensibilidade, dormência, fisgadas ou formigamento.Outros sinais incluem redução de pelos e do suor em determinadas áreas, caroços dolorosos e perda de força muscular, especialmente em mãos, pés e rosto.Para a superintendente de Vigilância em Saúde do Amapá, Claudia Pimentel, o enfrentamento da hanseníase exige vigilância contínua.“A campanha Janeiro Roxo reforça que a luta contra a hanseníase não se limita a um mês específico. Precisamos manter ações permanentes de informação, busca ativa, diagnóstico precoce e acompanhamento dos contatos, para reduzir a transmissão e combater o estigma que ainda afasta muitas pessoas do tratamento”, destacou.“Juntos pela conscientização, prevenção e combate à hanseníase, teremos maiores chances de reduzir os casos no Amapá”, comentou a superintendente da SVS, Claudia PimentelFoto: Mônica SilvaDe acordo com o Ministério da Saúde, a doença é classificada em diferentes formas clínicas."Indeterminada, tuberculoide, dimorfa e virchowiana, conforme a resposta do organismo à bactéria, explicou Ana Cleide, coordenadora da campanha de prevenção e combate à Hanseníase no Amapá."Quanto mais informações sobre a doença, maior será a capacidade de identificar precocemente os casos”, reforçou Ana CleideFoto: Mônica SilvaTratamentoO tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser indicado por dermatologista ou clínico geral, com uso combinado de antibióticos por um período de seis a 12 meses.A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica, que afeta os nervos periféricos e a pele, podendo causar incapacidade física e prejuízo funcional, especialmente em mãos, pés e olhos. É eminentemente clínico, realizado por meio de exame físico na unidade de saúde.A doença tem cura, desde que tratada corretamente com antibióticos fornecidos pelo SUS. Sem tratamento, pode deixar sequelas permanentes.No Amapá, o Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) oferece tratamento da hanseníase com atendimento multiprofissional, incluindo suporte médico, de enfermagem, assistência farmacêutica, fisioterapia, nutrição e psicologia.O CRDT está localizado na Rua Prof. Tostes, n.º 2212, Centro de Macapá, funcionando das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Para ter acesso ao tratamento, é necessário encaminhamento de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), após avaliação clínica.Registros da doençaNo Brasil, foram diagnosticados 22.254 casos novos em 2024 e 20.632 em 2025, representando uma redução de 7,3%.No Amapá, em 2024, foram registrados 41 casos novos, sendo 30 multibacilares e 11 paucibacilares, com maior concentração em Macapá (19 casos). Em 2025, o estado contabilizou 89 casos novos, dos quais 74 multibacilares e 15 paucibacilares, novamente com Macapá liderando as notificações (36 casos).Outro ponto de atenção é o acompanhamento dos contatos intradomiciliares, fundamental para interromper a cadeia de transmissão. Em 2024, foram registrados 150 contatos, dos quais 85 foram examinados (56,7% de cobertura). Em 2025, esse índice caiu para 42,7%, com 105 exames realizados entre 246 contatos registrados, cenário que coloca o estado em situação de precariedade nesse indicador, segundo dados do SINAN Net.A campanha Janeiro Roxo segue ao longo de todo o ano, incentivando a população a procurar unidades de saúde diante de qualquer sinal suspeito e reforçando que a hanseníase tem cura quando diagnosticada e tratada corretamente.Equipe da SVS durante campanha de conscientização sobre a prevenção da hanseníase. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura
O Governo do Estado do Amapá intensificou, neste início de ano, as ações de conscientização sobre a hanseníase, doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae e ainda cercada por desinformação.
A hanseníase se manifesta principalmente por manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas na pele, associadas à diminuição ou perda de sensibilidade, dormência, fisgadas ou formigamento.
Outros sinais incluem redução de pelos e do suor em determinadas áreas, caroços dolorosos e perda de força muscular, especialmente em mãos, pés e rosto.
Para a superintendente de Vigilância em Saúde do Amapá, Claudia Pimentel, o enfrentamento da hanseníase exige vigilância contínua.
“A campanha Janeiro Roxo reforça que a luta contra a hanseníase não se limita a um mês específico. Precisamos manter ações permanentes de informação, busca ativa, diagnóstico precoce e acompanhamento dos contatos, para reduzir a transmissão e combater o estigma que ainda afasta muitas pessoas do tratamento”, destacou.
De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é classificada em diferentes formas clínicas.
"Indeterminada, tuberculoide, dimorfa e virchowiana, conforme a resposta do organismo à bactéria, explicou Ana Cleide, coordenadora da campanha de prevenção e combate à Hanseníase no Amapá.
TratamentoO tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser indicado por dermatologista ou clínico geral, com uso combinado de antibióticos por um período de seis a 12 meses.
A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica, que afeta os nervos periféricos e a pele, podendo causar incapacidade física e prejuízo funcional, especialmente em mãos, pés e olhos. É eminentemente clínico, realizado por meio de exame físico na unidade de saúde.
A doença tem cura, desde que tratada corretamente com antibióticos fornecidos pelo SUS. Sem tratamento, pode deixar sequelas permanentes.
No Amapá, o Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) oferece tratamento da hanseníase com atendimento multiprofissional, incluindo suporte médico, de enfermagem, assistência farmacêutica, fisioterapia, nutrição e psicologia.
O CRDT está localizado na Rua Prof. Tostes, n.º 2212, Centro de Macapá, funcionando das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Para ter acesso ao tratamento, é necessário encaminhamento de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), após avaliação clínica.
Registros da doençaNo Brasil, foram diagnosticados 22.254 casos novos em 2024 e 20.632 em 2025, representando uma redução de 7,3%.
No Amapá, em 2024, foram registrados 41 casos novos, sendo 30 multibacilares e 11 paucibacilares, com maior concentração em Macapá (19 casos). Em 2025, o estado contabilizou 89 casos novos, dos quais 74 multibacilares e 15 paucibacilares, novamente com Macapá liderando as notificações (36 casos).
Outro ponto de atenção é o acompanhamento dos contatos intradomiciliares, fundamental para interromper a cadeia de transmissão. Em 2024, foram registrados 150 contatos, dos quais 85 foram examinados (56,7% de cobertura). Em 2025, esse índice caiu para 42,7%, com 105 exames realizados entre 246 contatos registrados, cenário que coloca o estado em situação de precariedade nesse indicador, segundo dados do SINAN Net.
A campanha Janeiro Roxo segue ao longo de todo o ano, incentivando a população a procurar unidades de saúde diante de qualquer sinal suspeito e reforçando que a hanseníase tem cura quando diagnosticada e tratada corretamente.
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