Celebridades

Influenciador poliamorista diz que foi cobrado por não fazer sexo no primeiro encontro


“Existe a ideia de que quem vive relações abertas está sempre disponível”, afirma Arthur Urso


O influenciador Arthur Urso, 37 anos, que vive em João Pessoa, na Paraíba, afirmou que recebeu uma mensagem de uma mulher com quem saiu reclamando do fato de ele não ter feito sexo no primeiro encontro. Segundo ele, o episódio evidencia uma expectativa recorrente direcionada a pessoas que assumem publicamente relações não monogâmicas.


Arthur relata que a cobrança veio em tom de frustração, como se a ausência de sexo imediato fosse incompatível com o estilo de vida que ele defende. Para ele, existe uma leitura social simplificada do poliamor, que associa relações abertas à disponibilidade sexual constante, ignorando critérios, limites e desejo individual. “Muita gente acha que, por eu viver relações abertas, eu não tenho filtro”, afirmou.

 

Segundo o influenciador, essa expectativa não aparece apenas em discursos masculinos, mas também em abordagens femininas. Ele diz que, ao assumir publicamente o poliamor, passa a ser visto como alguém que deveria corresponder automaticamente a um ritmo sexual acelerado. “Existe uma projeção de que o ‘não’ não deveria existir nesse tipo de relação”, explicou.

 

Arthur sustenta que a não monogamia não elimina escolhas nem consentimento. Para ele, o equívoco está em confundir abertura relacional com obrigação sexual. “Relação aberta não é sinônimo de acesso irrestrito ao corpo do outro. Continuam existindo vontade, conexão e tempo”, disse. Segundo ele, quando essa lógica não é atendida, a reação costuma ser de cobrança ou deslegitimação.

 

O influenciador também chama atenção para um ponto pouco discutido: a dificuldade social de lidar com homens que dizem não. Ele afirma que o episódio revela um tabu inverso ao tradicional, no qual o homem é esperado como alguém sempre disposto ao sexo. “Quando o homem não corresponde a essa expectativa, a frustração aparece como cobrança”, avaliou.

 

Para Arthur, essa pressão reforça estereótipos tanto sobre masculinidade quanto sobre o próprio poliamor. Ele afirma que viver relações abertas exige responsabilidade emocional, comunicação clara e respeito mútuo, e não a supressão de limites. “O consentimento precisa existir em todas as direções, inclusive no direito de não avançar”, afirmou.

 

Ao comentar o episódio, Arthur diz que o objetivo foi expor uma distorção comum sobre relações não monogâmicas. Segundo ele, assumir o poliamor publicamente não significa abrir mão de critérios nem aceitar expectativas impostas. “Relação aberta não é falta de filtro. É escolha consciente, com respeito e consentimento”, concluiu.


 

Foto: @arthurourso


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