Amapá Digital | Quarta-Feira, 07 de janeiro de 2026.
De IPVA ao material escolar, especialistas explicam como priorizar contas de janeiro e detalha a estratégia para trocar dívidas caras por baratas, evitando o efeito bola de neve no começo do ano.
Janeiro costuma ser um mês decisivo para a saúde financeira dos brasileiros, devido ao acúmulo de gastos de fim de ano e as tradicionais despesas anuais, como IPVA, IPTU e material escolar. Para guiar o consumidor nesse momento, as professoras Carla Eunice Gomes Corrêa e Nathalia Caroline Tago, do curso de Ciências Contábeis da UNIASSELVI, listaram prioridades e estratégias para interromper o ciclo de endividamento e construir um orçamento estável em 2026.
A principal orientação das especialistas para quem inicia o ano endividado é clara: começar pelas dívidas com os juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial. “Se o consumidor chega em janeiro já endividado, a primeira ação deve ser identificar e atacar as dívidas com juros mais altos. Essas modalidades têm taxas elevadas e podem dobrar de valor em poucos meses, tornando o problema cada vez mais difícil de resolver”, explica a professora Corrêa.
A estratégia mais eficaz, segundo ela, é a substituição da dívida cara por uma mais barata. O objetivo é “mudar a dívida de lugar” por meio de renegociação direta com o banco ou buscando um crédito com taxa reduzida, desde que a nova parcela se encaixe no orçamento de forma realista. Por exemplo, uma dívida de R$ 2.000,00 no rotativo do cartão (juros acima de 10% ao mês) deve ser priorizada sobre um carnê de R$ 1.000,00 com juros baixos. “Em poucos meses, os R$ 2.000,00 podem virar R$ 3.000,00 ou mais. Já a dívida da loja cresce devagar. Estabilizar a dívida cara traz alívio financeiro mais rápido”, afirma.
Com a chegada de IPVA, IPTU e outras contas de início de ano, a professora estabelece uma ordem de prioridade para usar o dinheiro extra, seja 13º salário ou restituição de imposto de renda, sem comprometer o futuro. Nathalia Tago orienta da seguinte maneira:
De acordo com a docente, o erro mais comum é usar o 13º para pagar pequenas parcelas imediatas e deixar as dívidas caras para depois, aumentando o valor total devido.
Já Corrêa, destaca que os “custos invisíveis” no cartão de crédito, chamado “lixo financeiro”, drenam o dinheiro ao longo do ano sem que o consumidor perceba. Por isso, janeiro é o momento ideal para uma revisão detalhada, com foco em parcelamentos com juros embutidos, que encarecem o valor final; rotativo disfarçado, quando a fatura não é paga integralmente; anuidades altas para cartões sem benefícios proporcionais; seguros e proteções desnecessárias, que muitas vezes ativados automaticamente; e assinaturas e serviços esquecidos, que não são mais utilizados.
“Cada taxa de R$ 10,00 que passa despercebida por mês representa R$ 120,00 por ano. Ao somar esses custos invisíveis, o valor pode cobrir parte do IPVA, da matrícula escolar ou reforçar a reserva de emergência”, explica a especialista.
Técnica para sair do rotativo do cartão de crédito
Segundo Tago, para quem está usando o rotativo ou parcelamento da fatura, a técnica mais urgente é interromper o ciclo de juros acelerado, trocando a dívida cara por uma mais barata e previsível.
O primeiro passo é negociar com a operadora para transformar o rotativo em um parcelamento com taxas menores. Se não houver boas condições, a alternativa é buscar um crédito mais barato, como empréstimo pessoal com taxa reduzida ou consignado, para quitar a fatura integralmente. “A regra é direta: pare o crescimento da dívida primeiro; ajuste o orçamento depois. Em paralelo, é essencial suspender o uso do cartão temporariamente”, conclui.
‘Regra de Ouro' para 2026
Sair das dívidas exige mais mudança de comportamento do que matemática. A professora Carla Corrêa sugere desenvolver a consciência diária do dinheiro, anotando ao menos três gastos por dia, e aplicar a “regra das 24 horas” para toda compra não essencial, diminuindo decisões impulsivas.
Para sustentar o planejamento em 2026, ela propõe uma fórmula prática e realista: 70% da Renda para contas essenciais e rotina (manter a vida); 20% da renda para resolver dívidas e construir reserva de emergência (segurança); e 10% da renda para lazer e pequenos prazeres (flexibilidade). “Essa divisão funciona porque não sufoca. Planejamentos muito duros costumam durar pouco. Já os flexíveis criam consistência. Quando uma pessoa pode viver, mesmo que com limites, ela mantém o orçamento por mais tempo e chega ao final de 2026 muito mais estável”, conclui.
Sobre a UNIASSELVI
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