Amapá Digital | Quarta-Feira, 11 de março de 2026.
Diante do rigoroso inverno amazônico e dos recentes alagamentos, o Governo do Estado e a Sesa reforçam o monitoramento e o apoio às famílias atingidas. O foco é a prevenção de doenças como leptospirose e hepatite A, garantindo assistência rápida em toda a rede de saúde para proteger a população.
As intensas chuvas que atingiram o Amapá nos últimos dias, especialmente a capital Macapá, acenderam um sinal de alerta para a gestão estadual. Com o transbordamento de canais e o acúmulo de água e lixo em diversos pontos, o risco de contaminação torna-se uma preocupação central. Em reunião no Palácio do Setentrião, governador Clécio Luís reafirmou o compromisso do Estado em atuar na linha de frente, garantindo suporte integral em áreas críticas como saúde, assistência social, segurança e defesa civil para amparar as famílias afetadas.Na área da saúde, o cuidado precisa ser redobrado, especialmente com os grupos mais vulneráveis: crianças e idosos. O contato com a água contaminada, o esgoto e o lixo carregado pelas enxurradas pode ser a porta de entrada para patógenos graves que, se não tratados precocemente, podem levar ao óbito.De acordo com o médico coordenador do Núcleo de Epidemiologia do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), Rinaldo Júnior, o perigo mora no que não se vê a olho nu.Rinaldo Júnior, coordenador de Epidemiologia do HCAFoto: Júnior Nery/Sesa“Toda atenção com a saúde nesse período de alagamentos é importante para evitar, por exemplo, a leptospirose, transmitida pela urina de ratos presente em água suja. A doença causa febre, dor no corpo, dor de cabeça, vômitos e, em casos graves, pode afetar rins e fígado. O tratamento é feito com antibióticos prescritos por médico e, nos casos graves, é necessária internação”, explica o especialista.Fique atento aos sintomas: saiba identificar as doenças do períodoO cenário de umidade e água parada favorece uma série de outras enfermidades. O Dr. Rinaldo Júnior destaca os principais sinais que a população deve observar:Doenças Diarreicas: Causadas pelo consumo de água ou alimentos contaminados. Os sintomas incluem diarreia, vômitos e desidratação. O tratamento baseia-se na reidratação (soro caseiro ou de farmácia) e alimentação leve.Hepatite A: Transmitida via fecal-oral (água/alimentos). Provoca cansaço, náuseas e o amarelamento da pele e olhos (icterícia). A vacinação é a melhor prevenção.Dengue, Zika e Chikungunya: Com o acúmulo de água limpa e parada após as chuvas, o mosquito Aedes aegypti se prolifera. Causa dor atrás dos olhos, manchas vermelhas e febre. Atenção: Nunca se automedique, pois alguns remédios podem agravar quadros hemorrágicos.Infecções de pele e micoses: O contato prolongado com a água suja gera feridas, coceira e vermelhidão.Problemas respiratórios: O frio e a umidade do "inverno" favorecem gripes, bronquites e pneumonias, manifestadas por tosse e falta de ar.Áreas alagadas representam sério risco à saúde da populaçãoFoto: Maksuel Martins/GEAPrevenção: como proteger sua casa e sua famíliaA Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta medidas práticas para minimizar os riscos de contaminação, mesmo em áreas onde a água invadiu as residências:Evite o contato direto: Se precisar entrar na água, utilize botas e luvas de borracha (ou sacos plásticos duplos amarrados).Cuidado com o que bebe: Consuma apenas água tratada, filtrada ou fervida.Higiene rigorosa: Lave bem os alimentos e mantenha a casa o mais arejada possível para evitar o mofo.Elimine focos: Após o recuo da água, verifique se não ficaram recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para mosquitos.Crianças e idosos são considerados os públicos mais vulneráveis durantes as fortes chuvas e alagamentosFoto: Maksuel Martins/GEAOnde buscar ajuda?A rede pública do Amapá está mobilizada para o atendimento. Em casos de sintomas leves, a orientação é procurar primeiro uma Unidade Básica de Saúde (UBS).Para casos de urgência, agravamento dos sintomas ou emergências, as portas do Estado seguem abertas e preparadas em unidades como:Pronto Atendimento Infantil (PAI) e Hospital da Criança e Adolescente (HCA);Hospital de Emergência (HE);UPAs das zonas Norte e Sul;Hospitais Estaduais de Santana, Laranjal do Jari, Porto Grande e Oiapoque.Um exemplo da eficácia do atendimento rápido ocorreu recentemente no PAI, onde uma criança diagnosticada com dengue foi prontamente estabilizada e já recebeu alta."O atendimento rápido pode evitar complicações graves. Se você ou algum familiar apresentar febre persistente, vômitos frequentes ou falta de ar, não espere: procure a unidade de saúde mais próxima”, orienta o epidemiologista.Governo do Amapá reafirma o compromisso do Estado em atuar na linha de frente, garantindo suporte integral em áreas críticas como saúde, assistência social, segurança e defesa civil para amparar as famílias afetadas
As intensas chuvas que atingiram o Amapá nos últimos dias, especialmente a capital Macapá, acenderam um sinal de alerta para a gestão estadual. Com o transbordamento de canais e o acúmulo de água e lixo em diversos pontos, o risco de contaminação torna-se uma preocupação central. Em reunião no Palácio do Setentrião, governador Clécio Luís reafirmou o compromisso do Estado em atuar na linha de frente, garantindo suporte integral em áreas críticas como saúde, assistência social, segurança e defesa civil para amparar as famílias afetadas.
Na área da saúde, o cuidado precisa ser redobrado, especialmente com os grupos mais vulneráveis: crianças e idosos. O contato com a água contaminada, o esgoto e o lixo carregado pelas enxurradas pode ser a porta de entrada para patógenos graves que, se não tratados precocemente, podem levar ao óbito.
De acordo com o médico coordenador do Núcleo de Epidemiologia do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), Rinaldo Júnior, o perigo mora no que não se vê a olho nu.
“Toda atenção com a saúde nesse período de alagamentos é importante para evitar, por exemplo, a leptospirose, transmitida pela urina de ratos presente em água suja. A doença causa febre, dor no corpo, dor de cabeça, vômitos e, em casos graves, pode afetar rins e fígado. O tratamento é feito com antibióticos prescritos por médico e, nos casos graves, é necessária internação”, explica o especialista.
Fique atento aos sintomas: saiba identificar as doenças do período
O cenário de umidade e água parada favorece uma série de outras enfermidades. O Dr. Rinaldo Júnior destaca os principais sinais que a população deve observar:
Prevenção: como proteger sua casa e sua família
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta medidas práticas para minimizar os riscos de contaminação, mesmo em áreas onde a água invadiu as residências:
Onde buscar ajuda?
A rede pública do Amapá está mobilizada para o atendimento. Em casos de sintomas leves, a orientação é procurar primeiro uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
Para casos de urgência, agravamento dos sintomas ou emergências, as portas do Estado seguem abertas e preparadas em unidades como:
Um exemplo da eficácia do atendimento rápido ocorreu recentemente no PAI, onde uma criança diagnosticada com dengue foi prontamente estabilizada e já recebeu alta.
"O atendimento rápido pode evitar complicações graves. Se você ou algum familiar apresentar febre persistente, vômitos frequentes ou falta de ar, não espere: procure a unidade de saúde mais próxima”, orienta o epidemiologista.
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