Polícia Civil

PC deflagra operação Mordaça e captura foragido condenado por homicídio em Macapá



Nesta sexta-feira, 23, a Polícia Civil do estado do Amapá, por meio da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), deflagrou a Operação “Mordaça”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que utilizava a Associação de Familiares de Presos (ASADE) como fachada para legitimar atividades ilícitas e exercer controle sobre familiares de detentos.

Durante a ação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão. Em uma das residências os policiais localizaram um indivíduo de alta periculosidade, que estava na condição de foragido do sistema prisional, com mandado de prisão definitiva em aberto, que determinava ou o recolhimento imediato ao regime fechado, caracterizando a situação como fuga no curso da execução penal.

O foragido possui uma pena restante a cumprir de 12 anos, 7 meses e 17 dias de reclusão, por condenações transitadas em julgado pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal de natureza grave e furto qualificado.

DETALHES DA INVESTIGAÇÃO E URGÊNCIA

A investigação apontou que a associação funcionava como um "braço externo" de lideranças prisionais, com uma hierarquia rígida comandada por um casal que centralizava ordens e finanças. O grupo impunha uma "lei do silêncio", coagindo familiares a participarem de manifestações sob ameaças de espancamento de seus parentes presos e represálias contra as esposas.

O esquema contava ainda com suporte logístico para transporte de manifestantes e contas pessoais para arrecadação financeira via Pix.

A ação policial, que teve apoio do Grupamento Tático Aéreo (GTA), foi antecipada justamente para evitar uma manifestação obrigatória agendada para hoje.

NOME DA OPERAÇÃO

Batizada de "Mordaça", a ação faz referência direta ao silêncio imposto pelo terror, simbolizando como o grupo criminoso suprimia a voz e a liberdade das famílias através da coação e do medo.

Veja alguns trabalhos

 



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