LÂMINA DE PRATA

Operação para desarticular aliança delituosa interestadual apreende mais de R$ 1 milhão de grupo criminoso no Amapá, Amazonas e Paraná


Operação também resultou na apreensão de três veículos, entre eles, um avaliado em cerca de R$ 140 mil, duas motocicletas utilizadas para atividades ligadas ao grupo criminoso, joias e ouro.


A Segurança Pública do Amapá deflagrou na última terça-feira, 18, uma ofensiva de combate ao crime organizado que focou em uma ampla estrutura criminosa interestadual envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção, com ramificações no Amazonas e Paraná.

Nesta quarta-feira, 19, o resultado, até o momento divulgado pelo serviço policial, informa que houve 20 mandados de prisão cumpridos, aproximadamente R$ 500 mil bloqueados em contas bancárias, além de outros R$ 500 mil em aplicações financeiras pertencentes aos investigados. A operação também resultou na apreensão de três veículos, entre eles, um avaliado em cerca de R$ 140 mil, duas motocicletas utilizadas para atividades ligadas ao grupo criminoso, joias e ouro.

A operação apoiada pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em ação integrada com a Polícia Civil que denominou a ação como "Lâmina de Prata", sendo coordenada pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, da Polícia Civil (Draco/PC).

Ao todo, 58 ordens judiciais foram cumpridas nos estados do Amapá e nos outros dois estados envolvidos, sendo 23 mandados de prisão preventiva e 35 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio e sequestro de bens e valores pertencentes aos investigados. 

Motocicletas apreendidas durante o trabalho policial
Motocicletas apreendidas durante o trabalho policial
Foto: Lucas Brito/PC

No Amapá, os mandados foram cumpridos em Macapá, no Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), em Santana e também em Vitória do Jari, onde, segundo as investigações, um importante integrante do grupo criminoso, ocupando o cargo de secretário de infraestrutura do município, foi preso por seu envolvimento na parte financeira da organização. 

"Ele gerenciava ativos ilícitos, movimentava valores para aquisição de entorpecentes e promovia a lavagem de dinheiro utilizando depósitos fracionados e contas de laranjas. As investigações apontam ainda para possível desvio de recursos públicos inseridos nas atividades do tráfico", informou Estefano Santos, titular da Draco.

Delegado Estefano Santos e o secretário de Segurança Pública, Cézar Vieira
Delegado Estefano Santos e o secretário de Segurança Pública, Cézar Vieira
Foto: Lucas Brito/PC

O trabalho das equipes da Draco foi reforçado pela Polícia Militar, Polícia Penal e Grupo Tático Aéreo (GTA), que atuaram de forma integrada para o cumprimento dos mandados. Segundo o secretário de Segurança Pública, Cézar Vieira, o Governo do Amapá demonstrou mais uma vez sua força no combate ao crime organizado, com prisões significativas, apreensão de valores, veículos e uma ação simultânea em múltiplas frentes. 

Equipes das forças de segurança integradas no combate as facções
Equipes das forças de segurança integradas no combate as facções
Foto: Lucas Brito/PC

O gestor explicou que a ação teve como principal objetivo desarticular a aliança entre uma facção paulista e uma facção local, que estavam tentando fortalecer a logística interestadual do tráfico de drogas para ampliar a capacidade de lavagem de dinheiro. 

"A investigação apontou que a organização atuava com alto nível de estruturação financeira e logística, utilizando laranjas, depósitos fracionados e empresas de fachada para movimentar grandes quantias, incluindo mais de R$ 3,3 milhões transferidos por apenas um operador do grupo. As forças de segurança continuarão atuando de forma integrada para impedir o avanço do crime organizado e desarticular qualquer tentativa de infiltração nas estruturas públicas do Estado", garantiu Vieira.

Mais de 50 mandados foram expedidos para o cumprimento de prisões e busca e apreensão
Mais de 50 mandados foram expedidos para o cumprimento de prisões e busca e apreensão
Foto: Lucas Brito/PC

Corte nas facções 

As autoridades explicaram que a operação, ao atingir diretamente os fluxos financeiros, simbolizados no nome “Lâmina de Prata”, buscou "cortar" a sustentação econômica da facção, considerada fundamental para o enfraquecimento da sua atuação interestadual.

A operação também descobriu a presença de integrantes de alta hierarquia na cadeia de comando, incluindo lideranças femininas e operadores logísticos responsáveis por articular rotas entre o Amapá, Manaus (AM) e Tabatinga (PR). As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e localizar os três alvos ainda foragidos.

Policiamento aéreo garantiu apoio as equipes policiais em solo
Policiamento aéreo garantiu apoio as equipes policiais em solo

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