Amapá Digital | Sexta-Feira, 13 de março de 2026.
Nesta sexta-feira, 26, a Polícia Civil do Estado do Amapá, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Fraude Eletrônica, em ação integrada com a Polícia Civil do Estado do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações, prendeu dois homens e uma mulher e desarticulou um grupo criminoso especializado na aplicação de golpes com uso de cartões de crédito clonados (fraude por chargeback).
A investigação iniciou após o registro de ocorrência por parte de uma rede de farmácia sediada em Macapá-AP, relatando que um cliente teria realizado cinco pedidos, por meio do WhatsApp e em datas diferentes, de canetas de emagrecimento, medicamento de alto custo que exige acondicionamento sob constante refrigeração. Logo após cada contato realizado pelo cliente – que alegava estar em outra cidade –, era solicitado o fornecimento de link de pagamento para a conclusão da compra à distância, ocasião em que era utilizado cartão de crédito.
Apesar das confirmações iniciais dos pagamentos pela instituição financeira, a operadora do cartão de crédito notificou posteriormente a farmácia das contestações das transações, alegando fraude, o que resultou no estorno do valor e no prejuízo total de R$ 96.975,00 para a vítima.
A investigação desvendou um sofisticado esquema de fraude eletrônica de um grupo criminoso, sediado em Manaus-AM, com atuação interestadual. A apuração conectou os suspeitos por meio de rastreamento financeiro, digital e logístico, revelando um histórico de reiteração delitiva e uma estrutura criminosa com divisão de tarefas bem definidas. A cooperação entre as polícias civis do Amapá e do Amazonas, no presente caso, foi crucial para o sucesso da investigação e desarticulação do grupo criminoso, que atuava há pelo menos 5 anos e vitimou empresas sediadas em diversos estados.
Os envolvidos foram presos em Manaus-AM e indiciados pelos crimes de fraude eletrônica e associação criminosa e permanecem à disposição da justiça, podendo ser condenados a penas de até 43 anos de reclusão.
Ascom/Polícia Civil
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