Reprodução/ Ifap
Projeto desenvolvido em aldeia indígena no Amapá recebe premiação internacional

Projeto desenvolvido em aldeia indígena no Amapá recebe premiação internacional

Projeto desenvolvido por estudantes do Ifap na aldeia do Manga em Oiapoque, recebe prêmio internacional e menção honrosa por inovação em robótica e astronomia undígenana.


No último mês de outubro de 2023, o projeto "Mapeando o céu de Oiapoque: Práticas Pedagógicas com Robótica e Astronomia Indígena na Aldeia Manga," idealizado por estudantes e professores do Campus Avançado Oiapoque do Instituto Federal do Amapá (Ifap), conquistou a menção honrosa de participação no renomado Prêmio Seymour Papert e Paulo Freire. A premiação reconhece as boas práticas em robótica educacional, seja por escolas públicas ou privadas, bem como por projetos desenvolvidos por secretarias de educação estaduais ou municipais em todo o país.

O projeto, que transcorreu de abril a julho de 2023, teve como palco a Aldeia do Manga, onde oficinas de robótica foram oferecidas a crianças e adolescentes indígenas. As atividades propostas articularam a robótica com a riqueza da astronomia indígena, resultando na produção de materiais para observação astronômica e na criação de robôs na aldeia.

O coordenador do projeto e docente do Ifap, Hutson Roger Silva, expressou sua surpresa com a dimensão que o projeto alcançou: "Quando iniciamos o projeto não tínhamos noção da proporção que ele iria tomar. O projeto já foi apresentado na Mostra Nacional de Robótica e na Semana Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, em ambos, chamou a atenção de diversos professores e pesquisadores de todo o Brasil." Ele ressalta que o envolvimento dos alunos e a troca de experiências culturais foram aspectos mais empolgantes.

A estudante do curso superior em Tecnologia em Gestão Comercial do Campus Avançado, Nanoay Rodrigues, compartilha sua emoção ao destacar a importância de introduzir a robótica na comunidade indígena. "A nossa primeira missão foi levar a robótica até a Aldeia do Manga, mostramos o básico da robótica e ensinamos as crianças a manusearem o Lego e o Arduino."

Rodrigues relata suas diversas idas à aldeia, ressaltando a felicidade ao ver o impacto positivo nas crianças: "Participei de várias idas até a aldeia, me sentia muito feliz em saber que os meus irmãozinhos indígenas estavam adquirindo algo novo, ver a felicidade nos rostos deles, de darem um passo a mais levando os ensinamentos que nos repassaram, foi uma alegria enorme."

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A estudante Maria Eduarda Negrão destaca a oportunidade de aprendizado e a troca de conhecimento junto com as crianças: "Participar do projeto na comunidade indígena do Manga além de uma experiência incrível, foi também uma oportunidade de aprendizado, uma troca de conhecimento junto com as crianças. Ver a curiosidade se transformar em conhecimento e desenvolvimento foi algo fascinante."

O projeto foi um dos destaques na Jornada Internacional de Cultura, Astronomia e Robótica, ocorrida de 1 a 3 de dezembro do ano passado, no Campus Avançado Oiapoque. 

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