Rafaelli Marques 
Programa “Coordenadoria da Mulher do TJAP vai às Escolas” inicia atividades pela zona sul de Macapá

Programa “Coordenadoria da Mulher do TJAP vai às Escolas” inicia atividades pela zona sul de Macapá



Nesta sexta-feira (22) a Escola Municipal Expedicionário Wilson Malcher, na zona sul da capital amapaense, foi palco para a abertura do programa “Coordenadoria da Mulher vai às Escolas”, promovido pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio da Coordenadoria da Mulher, juntamente com os governos municipal, estadual e federal. A ação tem como intuito combater, conscientizar e prevenir a violência doméstica desde as comunidades escolares. 

“A ideia é fazer uma palestra esclarecedora sobre violência doméstica e familiar e,  paralelo a isso, realizar atendimentos sociais e de embelezamento. Também temos palestras de empoderamento feminino para que essa mulher consiga se compreender no universo feminino, qual é seu papel na sociedade e, assim, passe a ser uma pessoa que vai disseminar essas informações para outras mulheres”, ressalta a secretária da Coordenadoria da Mulher do TJAP, Sônia Ribeiro. 

A abertura da palestra contou com as presenças da titular 6ª Vara do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região (PA/AP), juíza Odaise Picanço; da subsecretária da Secretaria Municipal da Mulher  (Semmu), Fausta Vasconcelos; da coordenadora da Coordenadoria da Mulher do munícipio, Socorro Marques; da promotora de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Lindalva Jardina; e a delegada titular Crimes Contra a Mulher (DCCM), Marina Guimarães.

Na oportunidade, a titular da DCCM palestrou sobre os cinco tipos de violência contra a mulher (física, psicológica, moral, sexual e patrimonial) e como é o procedimento para denunciar, e do apoio psicológico que elas recebem. 

“Quando a mulher consegue quebrar esse ciclo logo no início, ela evita que coisas piores aconteçam com elas”, explicou a delegada Mariana Guimarães.

Quando o microfone foi aberto para perguntas, corajosamente a doméstica e estudante do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) da instituição, Lucitelma Moraes, de 54 anos relatou sobre a violência doméstica que sofreu  e dos impactos que teve em sua vida por conta disso e encorajou as outras mulheres que possam estar em sofrimento a quebrarem o ciclo e denunciar. 

“Para mim, e eu acho que também para outras mulheres, foi muito importante, porque há muitas que se calam, elas ficam vulneráveis e pensam que não conseguem sair desse ciclo de agressão, mas elas estão erradas, a Maria da Penha veio para trazer proteção e benefícios para a mulher. E tem muitas que não sabem disso ou não buscam por medo de sair daquele relacionamento e não conseguir vencer, mas estão enganadas, por eu venci”, disse emocionada.

Além das palestras houve a disponibilização de serviços de limpeza de pele, corte de cabelo, massoterapia, designer de sobrancelhas,  depilação, assistência social, psicólogo e orientação jurídica e encaminhamentos para emissão de documentos e segunda via. 

“É de grande importância receber o TJAP nas nossas escolas, por esse momento único de trazer esses serviços para a comunidade. A Escola Wilson Malcher só tem a agradecer por esses trabalhos”, destacou a diretora da escola, Elen Ferreira. 

Os órgãos parceiros dessa ação são: Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres  (SEPM), Delegacia de Crimes contra a Mulher,  Secretaria Municipal da Mulher, Promotoria da Mulher, Defensoria da Mulher, Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região (PA/AP). 

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Coordenadoria da Mulher do TJAP

A instituição da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá ocorreu por meio da Resolução Nº 592/2011-TJAP, em cumprimento à Resolução nº 128/2011, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece a criação das Coordenadorias nos Tribunais de Justiça Estaduais. Ela tem é responsável por coordenar e desenvolver políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade de gênero, prevenção e combate à violência contra a mulher e à família, a fim de garantir os direitos humanos das mulheres nas situações previstas na Lei Maria da Penha.

 

Denúncias 

Para a mulher denunciar a violência ela pode se dirigir a Delegacia da Mulher   que se localiza na Rua São José, s/nº, bairro Central ou pela Central de atendimento por meio do número 180. Em caso de urgência deve-se ligar 190. 

 

Por Rafaelli Marques 

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