Professora do Atendimento Educacional Especializado, Maria Madalena, 65 anos, e a interprete.
Lei da Libras completa 22 anos promovendo inclusão e acessibilidade à comunidade surda do Brasil

Lei da Libras completa 22 anos promovendo inclusão e acessibilidade à comunidade surda do Brasil

No Amapá, o Centro de Atendimento aos Surdos oferta serviços multidisciplinares para a comunidade e estudantes da rede pública, em Macapá.


A lei que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio oficial de comunicação e expressão no Brasil, completou 22 anos nesta quarta-feira, 24 de abril. Sendo referência de educação na área, o Centro de Atendimento aos Surdos (CAS), do Governo do Amapá, promove a inclusão da comunidade e de alunos da rede estadual de ensino.

Integrado a Secretaria de Estado de Educação (Seed), o local oferta atividades multidisciplinares e os serviços de assistência social, psicologia, fonoaudiologia, educação física e ensino da Libras do 1° ao 6° nível, além da língua portuguesa escrita e cursos de formação continuada.

“A meta do CAS, vinculado ao Núcleo de Educação Especial, é proporcionar aos alunos um ambiente acessível, onde eles possam aprender sua língua materna, Libras, bem como a escrita da língua portuguesa, garantindo oportunidades iguais para continuar seus estudos até a faculdade”, ressalta a coordenadora pedagógica do Centro, professora Leilacy Nunes.

Com mais de duas décadas em vigor, a Lei da Libras trouxe benefícios significativos para a comunidade surda do país. Antes da sua promulgação, as pessoas com deficiência auditiva eram impedidas de se comunicar através de sinais manuais e eram obrigadas a oralizar, um processo muitas vezes desafiador de comunicação oral ou prática de ensino da fala.

A professora do Atendimento Educacional Especializado, Maria Madalena, 65 anos, que ensina alfabetização em Libras na instituição, traz consigo a experiência pessoal de ter vivido antes da implementação dessa legislação.

“Antes da criação da Lei, os surdos eram proibidos de usar a mão para se comunicar e não podiam utilizar a linguagem de sinais. Eram compelidos a oralizar. Houve uma longa jornada de lutas e conquistas até que a lei fosse aprovada”, compartilha a professora.

 

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Conhecimento

Maria Madalena teve seu primeiro contato com a Libras durante uma visita a uma faculdade no Rio de Janeiro, em meio às discussões para a aprovação da legislação.

“Quando vi os surdos se comunicando através da linguagem de sinais, fiquei surpresa. Era algo completamente novo em minha vida. Percebi que parecia difícil, mas apenas porque eu não sabia. Hoje, utilizo a linguagem de sinais e também pratico a oralização”, ressaltou.

Para solicitar atendimento, as escolas devem encaminhar ofício para a instituição. O CAS-AP está localizado na Avenida Profª Cora de Carvalho, nº 2657, bairro Santa Rita, em Macapá.

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Veja fotos


Coordenadora pedagógica do Centro, professora Leilacy Nunes.

Alunos no corredor do centro se comunicando utilizando a Libras.



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