Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Primeiro trimestre do ano registra 13 atendimentos por HPV no Centro de Referência em Doenças Tropicais, em Macapá

Primeiro trimestre do ano registra 13 atendimentos por HPV no Centro de Referência em Doenças Tropicais, em Macapá

Casos recentes mantêm alerta sobre a importância do diagnóstico precoce, vacinação e acompanhamento contínuo.


O Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) registrou 13 atendimentos relacionados ao HPV (Papilomavírus humano) apenas nos três primeiros meses de 2026, reforçando a necessidade de prevenção e tratamento da infecção, considerada uma das mais comuns entre pessoas sexualmente ativas.

Os dados mantêm a tendência observada nos últimos anos. Em 2025, a unidade contabilizou 62 atendimentos ao longo de todo o ano, o maior número comparado aos três anos anteriores. Em 2024, foram 35 casos notificados; em 2023, 25 casos, um a mais que em 2022.

Ao todo, o serviço soma 159 atendimentos relacionados ao HPV desde 2022, evidenciando a necessidade de atenção contínua por parte da população e dos serviços de saúde.

Ao todo, o serviço soma 159 atendimentos relacionados ao HPV desde 2022
Ao todo, o serviço soma 159 atendimentos relacionados ao HPV desde 2022
Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

De acordo com a enfermeira Ana Cristina Carvalho, do setor de infectologia do CRDT, o HPV é altamente disseminado e, muitas vezes, silencioso.

“Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 80% das pessoas sexualmente ativas já tiveram contato com o HPV em algum momento da vida. É um vírus muito comum, mas que precisa de atenção, principalmente pelos tipos de alto risco”, explica.

Enfermeira Ana Cristina Carvalho, do setor de infectologia do CRDT
Enfermeira Ana Cristina Carvalho, do setor de infectologia do CRDT
Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

Transmitido principalmente pelo contato direto pele a pele durante relações sexuais, o HPV pode se manifestar de diferentes formas. Os tipos de baixo risco estão associados ao surgimento de verrugas, enquanto os de alto risco podem evoluir para câncer, como o de colo do útero, além de afetar garganta e região anal.

Outro ponto de atenção é que a infecção pode permanecer sem sintomas por anos, o que dificulta o diagnóstico precoce.

“O vírus pode ficar adormecido no organismo sem causar sinais. Por isso, muitas pessoas acreditam que não estão infectadas, quando na verdade podem estar. Daí a importância dos exames preventivos”, alerta Ana Cristina.

O tratamento varia de acordo com cada caso e pode incluir acompanhamento clínico ou procedimentos simples, como a cauterização de lesões. Quando o diagnóstico é feito precocemente, as chances de controle da doença aumentam e os riscos de complicações diminuem.

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No caso das mulheres, o exame preventivo é fundamental para detectar alterações. Já os homens também devem buscar avaliação médica regularmente, mesmo sem sintomas aparentes.

A prevenção continua sendo a principal aliada no combate ao vírus. O uso de preservativos durante as relações sexuais e a vacinação são as formas mais eficazes de proteção.

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, antes do início da vida sexual. Adultos também podem se vacinar mediante avaliação médica.

“O ideal é que a prevenção comece cedo. A vacina é segura e eficaz e, aliada ao uso do preservativo, reduz significativamente os riscos”, reforça Ana Cristina.

A orientação é que, ao perceber qualquer alteração, como verrugas ou lesões, a população procure inicialmente uma UBS. Caso necessário, o paciente é encaminhado ao CRDT para acompanhamento especializado.

Diante do cenário, especialistas reforçam que informação, prevenção e adesão ao tratamento são fundamentais para conter o avanço do HPV e evitar complicações mais graves.

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