Em outubro, a variação foi positiva em quatro dos cinco setores econômicos e em 26 das 27 unidades federativas - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Amapá tem décimo mês seguido com crescimento de empregos formais

Amapá tem décimo mês seguido com crescimento de empregos formais

Em outubro, estado teve saldo de 453 novas vagas formais, das quais 140 na indústria. País chega ao patamar de quase 1,8 milhão de vagas criadas desde janeiro


Amapá fechou o mês de outubro com saldo positivo de 453 novas vagas formais de trabalho, o que fez com que o estoque de emprego com carteira assinada no estado avançasse para 82.251. No período, foram 3.713 admissões e 3.260 desligamentos.

Como em outros estados da região, o mês de outubro foi o décimo seguido de saldo positivo nas contratações formais, segundo informações do Novo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgadas nesta terça-feira, 28 de novembro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Em relação a outubro do ano passado, que registrou saldo negativo (-531), este mês registrou aumento de 217%. No Amapá os novos postos de trabalho foram ocupados, em sua maioria, por pessoas do sexo masculino (+325). Indivíduos com ensino médio completo foram os que mais conquistaram a carteira assinada: 302. Jovens entre 18 e 24 anos também são o grupo com maior saldo de vagas: 292.

Os setores de Serviços e Comércio lideraram o ranking de contratações, somando mais de 2,8 mil contratações. Juntos, eles respondem por 69 mil postos de trabalho que formam o estoque no estado. Contudo, os maiores saldos foram registrados no setor de Serviços (+273) e na Indústria (+140), o equivalente a 91% do saldo positivo total. Na sequência aparecem os setores da Agropecuária (+63) e do Comércio (+34). Já o setor da Construção registrou queda (-57) no saldo de outubro.

A capital Macapá puxou a fila do saldo de empregos formais em outubro de 2023. Foram 245 — resultado de 2.823 contratações e 2.578 demissões. Na sequência dos cinco municípios com melhor saldo aparecem Santana (+55), Laranjal do Jari (+53), Mazagão (+50) e Oiapoque (+34).

 

NACIONAL — O Brasil fechou outubro de 2023 com um saldo de 190.366 vagas formais de trabalho. No período, houve 1,94 milhão de admissões e 1,75 milhão de desligamentos. São mais de 30 mil empregos a mais do que os gerados em outubro de 2022. Desde o início do ano, o país acumula saldo de quase 1,8 milhão de empregos formais. A variação em dez meses é positiva nos cinco grandes setores da economia e nas 27 unidades da Federação.

Os dados do Novo Caged indicam também que o estoque total, ou seja, o número de brasileiros que estavam trabalhando com carteira assinada em outubro de 2023, chegou a 44,22 milhões, o maior já registrado na série histórica levando em conta tanto o período do Caged (junho de 2002 a 2019) quanto do Novo Caged (a partir de 2020). Em outubro, a variação foi positiva em quatro dos cinco setores e em 26 das 27 unidades federativas.

 

Infográfico 1 - Dados do Novo Caged sobre geração de empregos em outubro de 2023 / Fonte: MTE
Infográfico 1 - Dados do Novo Caged sobre geração de empregos em outubro de 2023 / Fonte: MTE

 

Outros destaques

→ O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 109.939 postos formais de trabalho. Destacam-se áreas como informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (saldo de +65.128).

→ O segundo maior gerador de postos de trabalho foi o Comércio, com +49.647 postos de trabalho. Destacam-se o Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, com Predominância de Produtos Alimentícios – Supermercados (+6.307) e Hipermercados (+1.925), além de Artigos de Vestuário (+5.026).

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→ O terceiro maior crescimento ocorreu na Indústria, com saldo de +20.954 postos de trabalho. Destacam-se a fabricação de açúcar em bruto, com saldo de +1.500, especialmente em Alagoas (+1.268), e a fabricação de móveis, com saldo de +1.330.

→ A Construção Civil teve saldo de +11.480 postos formais. A Construção de Edifícios teve saldo de +3.652.

→ A Agropecuária foi o único setor que gerou saldo negativo (-1.656), decorrente da desmobilização do café (-2.850), do cultivo de alho (-1.677), de batata-inglesa (-1.233) e de cebola (-1.138), que superaram o aumento na Produção de Sementes (+4.088).

 mais informações no painel de dados do Novo Caged

 

GRUPOS POPULACIONAIS — O saldo foi positivo para mulheres (+90.696) e homens (+99.671). No que se refere às pessoas com deficiência, foram +1.699 postos de trabalho. A relação foi positiva também para pardos (+110.240), brancos (+64.660), pretos (+22.300), amarelos (+15.395) e indígenas (+652).

 

FAIXA ETÁRIA — Desagregado por faixa etária, o saldo foi de (+20.111) para jovens até 17 anos, (+115.732) para 18 a 24 anos; (+24.139) para 25 até 29 anos; (+21.387) para 30 a 39 anos; (+17.238) para 40 a 49 anos; (-3.307) para 50 a 64 anos.

 

SALÁRIOS — O salário médio real de admissão foi de R$ 2.029,33, apresentando estabilidade com decréscimo de R$ 5,18 (-0,3%) em comparação com o valor corrigido de setembro (R$ 2.034,51). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o ganho real foi de R$ 16,34 (0,8%).

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