'Poderemos informar a população de forma correta', diz policial formada em curso de comunicação realizado pelo Governo do Amapá
- Cláudio Morais
- 21/03/2026
- Segurança Pública
Policial penal há 26 anos, Valdirene Amorim está entre os 50 servidores da Segurança Pública que receberam qualificação em temas como atendimento à imprensa, gestão de mídias sociais e cobertura preventiva à violência contra a mulher.
Transparência das ações públicas e cobertura midiática preventiva à violência. Foi esse compromisso que a policial penal Valdirene Amorim, uma das concluintes do IV Curso de Comunicação Organizacional (CCO) promovido pelo Governo do Estado, firmou durante a qualificação encerrada nesta sexta-feira, 20. Nesta edição, 50 servidores da Segurança Pública tiveram instruções com ênfase na prevenção à violência contra a mulher, além de atendimento à imprensa e gerenciamento de redes sociais.
"O curso veio trazer algo muitíssimo importante dentro da instituição, onde poderemos transmitir as informações ao público de forma correta, organizada e responsável. E a Polícia Penal já trabalha de forma muito precisa na prevenção à violência contra a mulher, por meio de instrumentos como o Botão do Pânico e a Operação Satélite, então essa formação teve muito a nos aperfeiçoar", detalhou Valdirene.

Além da policial penal, o curso também teve a participação de bombeiros e policiais militares do Amapá, além de integrantes do Exército Brasileiro, da Força Nacional em Brasília-DF e da Polícia Militar do Acre. Para o secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Cézar Vieira, além de integração estratégica, o investimento em comunicação constrói um canal direto de confiança com o cidadão, habilitando cada profissional a dialogar de forma técnica para combater a desinformação.
Vieira enfatiza também aa decisão política do governador Clécio Luís, na condução da gestão estadual, em qualificar as forças de segurança para aperfeiçoar o serviço prestado a cada amapaense.
“Se trata de investimento, qualificação, valorização e liberdade técnica para que possamos trabalhar, cada vez mais, por um Amapá mais seguro. E quando se fala em comunicação, sobretudo a organizacional, falamos do sistema nervoso das instituições. Para cada um dos que hoje ostentam esse brevê a missão de, mais do que difundir os bons resultados que asseguram a credibilidade que temos com a população, dissipar também a desinformação”, concluiu o titular da Sejusp.

Experiência a serviço da farda
Durante 16 anos o soldado Anderson Calandrini atuou como jornalista e agora, trajando o cinza operacional da Polícia Militar do Amapá (PM-AP) e como primeiro colocado do curso, o militar dispõe sua bagagem profissional a serviço da população, desta vez na Segurança Pública.

“Aqui é uma forma de unir as duas profissões, com um pouco da minha experiência na área da comunicação junto ao novo caminho que estou trilhando. E com a participação de profissionais de outras instituições, inclusive de fora do estado, tivemos também a oportunidade de entender como funcionam realidades distintas da nossa e a atuação deles na linha de frente, com a imprensa e com toda a sociedade”, destacou Calandrini.
Prevenção ao efeito ‘Copycat’
Durante as instruções do IV CCO, um dos pontos de maior debate foi o efeito copycat, ou “efeito contágio”, fenômeno em que a exposição sensacionalista ou detalhada de crimes pode servir de estímulo para comportamentos imitativos. Os militares e policiais estudaram como a comunicação de crimes contra a mulher deve ser técnica e educativa, evitando a romantização do agressor ou a exposição exacerbada da vítima, focando sempre nos canais de denúncia, nas medidas cautelares impostas pela Justiça e na punição prevista pela lei.

