Foto: Arquivo/SVS
Ações de controle e combate à malária são realizadas em Calçoene e Oiapoque

Ações de controle e combate à malária são realizadas em Calçoene e Oiapoque

Uma força-tarefa está atuando nos municípios que enfrentam aumento no número de casos da doença.


 O Governo do Amapá intensificou as ações de controle e combate à malária nos municípios de Calçoene e Oiapoque. As duas regiões enfrentam aumento no número de casos da doença nas últimas semanas. Uma força-tarefa com vários órgãos do estado, coordenada pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), está atuando desde terça-feira, 14. O objetivo é monitorar a situação epidemiológica e executar operações para conter a doença.

Este ano, até o início deste mês de novembro, já foram registrados 3.831 casos de malária em todo o estado, sendo 2.103 em Calçoene, e 708 no município de Oiapoque, muito acima do registrado em 2022. No mesmo período do ano passado os dados contabilizaram 2.018 casos no Amapá, desse total, 522 foram em Calçoene e 346 em Oiapoque.

O aumento nos casos de malária, também reforçaram a iniciativa do Governo do Amapá em decretar, na segunda-feira, 13, situação de emergência no Estado. A determinação também atende os municípios afetados pela estiagem, queimadas e pragas.

 

Força-tarefa

A força-tarefa em Oiapoque e Calçoene, vai atender 19 localidades. De acordo com o relatório de monitoramento epidemiológico contínuo da SVS, as áreas de garimpo são consideradas propícias para a transmissão da malária, pois as atividades de mineração aumentam o potencial nas áreas. A circulação de pessoas de diferentes áreas, muitas delas endêmicas, também contribuem para o aumento do número de casos.

"O Governo do Amapá trabalha de forma permanente no controle e combate da malária em todo o estado, agora nós vamos intensificar as ações promovendo várias atividades envolvendo a população", ressaltou a superintendente da SVS, Claudia Monteiro.

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Estratégia de enfrentamento da malária:

  • Distribuição de 1,1 mil mosquiteiros impregnados com inseticida para camas;
  • Disponibilidade de kits para testagem rápida, principalmente nas áreas de garimpos;
  • Exame da gota espessa, que permite diferenciação das espécies de plasmodium (protozoário causador da malária) e do seu estágio de evolução;
  • Borrifação intradomiciliar para a eliminação de criadouros do mosquito transmissor;
  • Entrega de antimaláricos (medicamentos para o tratamento da malária);
  • Apoio de logística com reforço de material como microscópio, veículo e equipes técnicas;
  • Ação educativa junto à população.

Malária

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Apresenta cura se for tratada em tempo oportuno e adequadamente.

 

Por: Mônica Silva

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