Pets também podem sofrer com ansiedade: saiba como reconhecer os sinais e o que fazer nesses casos

Pets também podem sofrer com ansiedade: saiba como reconhecer os sinais e o que fazer nesses casos

Médica Veterinária da Faculdade Anhanguera alerta para comportamentos que podem estar associados à doença


Já são mais de 350 milhões de pessoas no mundo que sofrem com ansiedade, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas, você sabia que o mal do século pode afetar também os animais? Diversos fatores podem causar a doença e identificar algum sinal pode ser difícil, por isso vale a atenção dos tutores, caso haja algum comportamento diferente do habitual.

Houve um aumento no número de casos, durante a pandemia da Covid-19. Com a adaptação ao home-office, muitos cães e gatos se acostumaram com a presença dos donos a todo momento dentro de casa. Mas, com a volta gradual à rotina presencial, os animais passaram a sentir mais a ausência e movimentação.

De acordo com a coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Nayma Picanço, esse medo da distância é só um dos sintomas de ansiedade animal. O medo, a insegurança e até a maneira e o local onde são criados também podem desencadear a doença.

“Um tipo de distúrbio comum é a Síndrome de Ansiedade de Separação em Animais, onde o pet apresenta comportamentos depressivos por conta do medo da solidão e ausência do seu tutor. Vocalização em excesso, eliminar fezes ou urina em locais inadequados, a autolimpeza e, em situações mais extremas, até o autoflagelo são alguns sinais de que o bichinho está sofrendo de ansiedade”, afirma.

A Ansiedade Generalizada e a Ansiedade Focal também são alguns distúrbios que podem aparecer em diferentes fases da vida ou ser reflexo de alguma resposta emocional, como fobias, privações ou socialização, explica a especialista.

 

Conheça alguns sinais que ajudam a identificar a ansiedade no animal:

  • Mudança de comportamento

Se o animal sempre foi calmo e mais quieto e, de repente, passa a ser mais agitado e agressivo, ameaçando visitas, rosnando ou até mordendo é sinal de uma possível situação de estresse.

  • Hábitos repetitivos

Lamber as patas em excesso, morder as unhas, andar de forma irregular e morder o mesmo móvel por repetidas vezes também são sinais anormais.

  • Urinas e fezes em locais inadequados

Se o pet foi ensinado a fazer suas necessidades em um local e passa a fazer em pontos fora de costume, é possível que ele esteja querendo chamar a atenção.

  • Ansiedade x depressão

Com ansiedade, o animal costuma ficar mais agitado, desobediente e agressivo. Quando ocorre a apatia, a falta de apetite e o sono em excesso, é possível que o quadro esteja se agravando para uma possível depressão.

  • Perda ou ganho de peso

A alteração no apetite é um dos primeiros sinais de que algo está errado. Preste atenção se o animal vem comendo muito ou pouco durante as refeições.

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  • Coceira

A coceira também pode ser um indicador de que o pet não está bem, ainda mais se for acompanhada de latido e respiração ofegante.
 

E como tratar?

Caso desconfie que seu bichinho esteja sofrendo com ansiedade, procure o médico veterinário, o mais rápido possível. O tratamento da doença deve envolver muito cuidado e atenção.

Mas, algumas atitudes podem fazer a diferença e ajudar no tratamento:

  • Ao chegar ou sair de casa, evite muita movimentação com o animal para não o deixar agitado com sua presença.
  • Da mesma forma, não o ignore. O carinho e a atenção são muito importantes para o bichinho se sentir conectado ao dono.
  • Passeie mais com o pet, a socialização costuma ser afetada em casos assim. Ter uma rotina fora de casa pode ajudar no bem-estar físico e emocional.
  • Não o coloque em situações de medo, como forçar para brincar com outros animais ou ficar perto de barulho ou sons que podem incomodar.

 

Sobre a Anhanguera

Fundada em 1994, a Anhanguera faz parte da vida de milhares de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com as necessidades do mercado de trabalho, em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, presenciais ou a distância. Em 2023, passou a ser a principal marca de ensino superior da Cogna Educação, com o processo de unificação das instituições, visando o conceito lifelong learning, no qual proporciona acesso à educação em todas as fases da jornada do aluno.

A instituição ampliou seu portfólio, disponibilizando novas opções para cursos Livres; preparatórios, com destaque para o Intensivo OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); profissionalizantes, nas mais diversas áreas de atuação; EJA (Educação de Jovens e Adultos) e técnicos.

Com grande penetração no Brasil, a Anhanguera está presente em todas as regiões com 117 unidades próprias e 1.398 polos em todo o país. A instituição presta inúmeros serviços à população por meio das Clínicas-Escola, na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Anhanguera tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais.

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