OMS estima que, até 2025, aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas estarão acima do peso

OMS estima que, até 2025, aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas estarão acima do peso

Pesquisa promovida pelo Ministério da Saúde aponta que Macapá ocupa o terceiro lugar entre as capitais do norte na ocorrência de sobrepeso e obesidade


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é um dos problemas de saúde que serão enfrentados nos próximos anos, e a estimativa é que, até 2025, aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas em todo o mundo estejam acima do peso. Desses, 700 milhões estarão com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30, o que indica um quadro de obesidade.

No Brasil, os casos de obesidade aumentaram cerca de 72% na última década, chegando a 20,3% em 2019. Diante deste quadro, o Ministério da Saúde promoveu a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que ouviu 52.443 pessoas, entre homens e mulheres das capitais dos 26 estados, mais o Distrito Federal, todos acima de 18 anos.

O documento revela que 55,4% dos entrevistados apresentaram excesso de peso, sendo a maioria do público masculino, com 57% dos entrevistados. Já em relação à obesidade, 19,8% das pessoas possuem o IMC maior que 30, o que, pela definição da OMS, configura a comorbidade. A maior prevalência desse quadro está entre o público feminino, com incidência em 20,7% das mulheres.  

No recorte das capitais, Macapá ocupa o terceiro lugar na região norte de pessoas acima de 18 anos com excesso de peso, com a incidência desse quadro em 53,3% dos entrevistados. Em relação à obesidade, 22,9% dos entrevistados se enquadraram no padrão da comorbidade, com prevalência maior no público feminino, com 25,2%.  

Segundo a nutricionista Anne Silva, quando uma família passa a ter uma alimentação que é menos natural, com alimentos industrializados e sem uma rotina e educação alimentar adequadas, isso exerce influencia diretamente na ocorrência dos casos de sobrepeso e obesidade. “Os alimentos industrializados têm poucos nutrientes e preços mais acessíveis, então, muitas vezes, um chefe de família vai priorizar conseguir comprar algo para colocar na mesa, mas sem levar em consideração a qualidade dele”, destaca.

Uma das alternativas apresentadas por Anne, que também é professora na Estácio, é investir em alimentos regionais, como o açaí. A nutricionista explica que este é um alimento com um aporte nutricional adequado, rico em antioxidantes, com um quantitativo bom de carboidratos, responsáveis pela energia para trabalhar e desempenhar todas as nossas funções do dia a dia, além de ter um bom quantitativo de gordura saudável.

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“O grande problema nessa situação é o exagero e de que forma esse alimento será consumido. Algumas pessoas têm o hábito de consumi-lo com farinha e açúcar, associando-o a um produto que passa por um processo de conservação, como os embutidos, o que resulta em um acréscimo nas calorias”, comenta.

Anne explica que, caso a pessoa apresente um quadro de sobrepeso ou até mesmo obesidade, é necessário procurar um nutricionista para que seja organizada a rotina alimentar dentro das possibilidades de cada um, a fim de reverter o quadro.

“Os profissionais da nutrição também estão disponíveis na rede pública e o atendimento pode ser feito em Unidades Básicas de Saúde [UBSs]. Ao fazer isso, o nutricionista vai conhecer esse paciente e prescrever uma proposta de reeducação alimentar para que ele consiga, dentro das possibilidades, reverter o quadro”, completa.

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