Polícia Federal desmantela associação criminosa que usava pix de companheiras para venda de drogas
- 11/07/2023
- No Amapá
Ação policial revela esquema sofisticado de venda de entorpecentes com utilização de pix de mulheres envolvidas no crime
Na manhã desta terça-feira (11/07), a Polícia Federal no Amapá deflagrou a Operação Groff, cumprindo cinco mandados de busca e apreensão nos bairros Novo Buritizal, Araxá, Congós, Universidade e Santa Rita. A ação tem como objetivo investigar uma associação criminosa envolvida no tráfico de drogas na região.
Durante a investigação, as autoridades constataram que cinco indivíduos faziam parte dessa organização criminosa. Um deles, mesmo cumprindo pena em regime fechado, conseguia comercializar entorpecentes de dentro da penitenciária, emitindo ordens para seus comparsas que estavam em liberdade. Esses comparsas, por sua vez, recebiam as instruções e realizavam as entregas dos entorpecentes nos bairros de Macapá.
De acordo com a Polícia Federal, estima-se que ocorriam em média de 20 a 30 entregas por dia, demonstrando a magnitude das atividades ilícitas da associação criminosa. O chefe do grupo está em liberdade provisória, apresentando fortes indícios de que continua envolvido no tráfico de drogas. O indivíduo já responde a processos por tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo.
Outro investigado é um homem que já havia sido alvo da Polícia Federal durante a "Operação Bart", realizada em 09/10/2021 com o intuito de reprimir o tráfico de drogas. Apesar de estar preso, há suspeitas de que o investigado continue praticando ilícitos, emitindo ordens de dentro do IAPEN.
A investigação revelou ainda que os envolvidos utilizavam a "chave pix" de suas companheiras para realizar as transações financeiras relacionadas à venda de drogas. Essa prática visava dificultar a identificação tanto pelas autoridades quanto pelos compradores. No entanto, ainda não é possível afirmar se as mulheres envolvidas têm participação direta no tráfico de entorpecentes.
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Os investigados poderão ser responsabilizados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Em caso de condenação, poderão receber uma pena de até 30 anos de reclusão, além do pagamento de multa.
A Polícia Federal segue trabalhando para aprofundar as investigações, identificar outros possíveis membros da associação criminosa e desarticular por completo essa atividade ilícita que afeta a segurança e o bem-estar da população.
