Inflação desacelera em junho: IPCA-15 apresenta queda de 0,08%, o menor valor para o mês desde 2017
- 11/07/2023
- Economia
IPCA registra deflação para o mês de junho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou uma queda de 0,08%. Esse é o menor valor registrado para um mês de junho desde 2017, quando o índice teve uma redução de 0,23%.
Em comparação com junho de 2022, que registrou uma taxa de 0,67%, o resultado deste ano reflete uma desaceleração da inflação.
O desempenho do IPCA-15 foi influenciado, principalmente, pela queda nos preços dos grupos Alimentação e bebidas (-0,66%) e Transportes (-0,41%). Além disso, Artigos de residência (-0,42%) e Comunicação (-0,14%) também apresentaram recuo nos preços durante o mês de junho.
A redução no grupo Alimentação e bebidas se deve, em grande parte, à queda nos preços dos alimentos consumidos em domicílio. Destacam-se os recuos nos preços do óleo de soja (-8,96%), frutas (-3,38%), leite longa vida (-2,68%) e carnes (-2,10%). Por outro lado, houve aumento nos preços da batata-inglesa (6,43%) e alho (4,39%).
No setor de Transportes, as quedas foram observadas nos preços dos automóveis novos (-2,76%) e dos automóveis usados (-0,93%).
No que diz respeito aos combustíveis, destaca-se a redução de 1,85% no segmento, devido às quedas nos preços do óleo diesel (-6,68%), etanol (-5,11%), gás veicular (-2,77%) e gasolina (-1,14%).
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Por outro lado, o grupo Habitação teve o maior impacto positivo, com uma contribuição de 0,10 ponto percentual. Esse resultado se deve principalmente ao aumento no preço da energia elétrica residencial (1,43%), em decorrência de reajustes aplicados em quatro áreas do país: Belo Horizonte, Recife, Curitiba e Porto Alegre.
Além disso, a tarifa de esgoto também registrou alta devido a reajustes em Belém, Curitiba, São Paulo e Aracaju.
De acordo com o IPCA-15, cinco áreas apresentaram alta em junho, com destaque para Belo Horizonte e Recife. Por outro lado, a cidade de Goiânia foi a que registrou a maior deflação do país, ou seja, a maior queda de preços.
Fonte: Brasil 61
